Bateria Solar Residencial: Conheça a Tendência do Mercado Fotovoltaico

Bateria Solar Residencial: Conheça a Tendência do Mercado Fotovoltaico
Bateria Solar Residencial: Conheça a Tendência do Mercado Fotovoltaico
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A tão sonhada independência energética pessoal está muito próxima da realidade dos consumidores. Agora que os sistemas solares fotovoltaicos estão se espalhando pelos telhados da maioria das casas do Brasil e do mundo, a outra tecnologia necessária para alcançar esse futuro desejado está evoluindo rapidamente, a da bateria solar residencial.

Ainda inédito em terras brazucas, essas baterias de armazenamento estão ganhando espaço nos mercados fotovoltaicos estrangeiros, como os EUA, e já são vários fabricantes, alguns bem famosos, apostando nessa que é a nova tendência do setor.

Armazenamento da Energia Solar Residencial

Sabemos que os sistemas fotovoltaicos só geram energia durante o dia, quando a irradiação solar provê a fonte que os painéis usam para gerar a energia elétrica através do efeito fotovoltaico. À noite, no entanto, a geração do sistema é nula, e toda a energia que for consumida deve vir de algum outro lugar.

Além disso, os consumidores que geram a sua energia através de sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica sofrem com uma das, senão a única, desvantagem desses sistemas, conhecidos também como On-Grid, que é a interrupção do fornecimento de energia quando ocorre a queda da rede.

Isso se deve pelo fato do Inversor fotovoltaico, equipamento do sistema responsável por fazer a troca da energia entre este e a rede elétrica, além de outras funções, se desligar automaticamente no caso de quedas ou variações bruscas de tensão, evitando riscos para o sistema e para os técnicos que estejam realizando a manutenção da rede.

E são nesses casos que uma bateria solar entra em ação. Funcionando paralelamente aos sistemas fotovoltaicos, ela é capaz de armazenar a energia gerada durante o dia para ser utilizada à noite, ou no caso da queda da rede elétrica.

Embora esses sistemas fotovoltaicos conectados à rede e com baterias de armazenamento já existam, chamados de sistemas híbridos, a sua utilização ainda é mínima, pois as baterias que estavam disponíveis até hoje, chamadas de baterias estacionárias, além de demasiadamente caras, possuíam uma tecnologia de baixa vida útil.

Mas Afinal, porquê bateria “Estacionária” ?

Essas baterias estacionárias usadas nos sistemas híbridos, e também nos sistemas fotovoltaicos isolados da rede elétrica, conhecidos como Off-Grid, utilizam a mesma tecnologia de chumbo-ácido que as baterias automotivas, e recebem esse nome exatamente por ficarem estacionadas, ou seja, imóveis, diferente das automotivas.

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Exemplo de uma bateria estacionária para sistemas fotovoltaicos híbridos ou Off-Grid.

Embora isso possa parecer uma boa coisa, essa imobilidade das baterias estacionárias acaba sendo prejudicial para a sua vida útil, devido a um processo químico chamado de “Estratificação do Eletrólito” que, embora reversível, desgasta a bateria e reduz sua longevidade.

No entanto, e exatamente por esse fato, elas são construídas a partir de materiais nobres, os quais duram mais tempo, porém encarecem seu custo final.

A vida útil média de uma dessas baterias é 5 anos, podendo chegar a 10 anos em alguns casos, onde outros fatores relacionados acabam colaborando, como a quantidade de ciclos de carga, temperatura ambiente, entre outros.

Powerwall da Tesla

Essa história começou a mudar no dia 30 de abril de 2015, quando a Tesla, na época ainda Tesla Motors, apresentou a sua primeira bateria solar de armazenamento residencial, a Powerwall.

Com design arrojado e utilizando uma já conhecida tecnologia de íon-lítio, a mesma utilizada nas baterias dos carros elétricos da empresa, assim como a da bateria do seu celular, a Powerwall foi apresentada como a peça que faltava para uma perfeita integração energética, geração+armazenamento+carregamento.

O primeiro modelo da Powerwall foi apresentado em duas versões, com capacidades de 7 kWh e 10 kWh, esta última, no entanto, foi tirada de circulação, sem muito alarde, um ano depois.

Em outubro de 2016, a empresa anunciou a Powerwall 2, segunda versão da bateria solar residencial, agora com capacidade armazenamento de 13.5 kWh. A bateria pode alimentar 5 kW de consumo contínuo, com picos de até 7 kW, e sua garantia é de 10 anos, segundo a empresa.

Uma grande vantagem dessas baterias é que elas já possuem um inversor integrado para converter a energia, de corrente contínua para corrente alternada, evitando um gasto a mais para quem for instalar um sistema fotovoltaico em conjunto com a bateria solar.

A Powerwall também possibilita o seu escalonamento, ou seja, até 9 baterias podem ser conectadas para funcionarem simultaneamente, agregando ainda mais capacidade de armazenamento, caso seja necessário.

Por falar em capacidade, a Tesla também oferece, para uso industrial e de grande porte, a Powerpack, que também já se encontra em sua segunda versão, com capacidade de 210 kWh e que também podem ser escalonadas.

Inclusive, a Tesla tem usado essas baterias para levar 24 horas de energia solar em algumas ilhas remotas. 

Bateria Solar é Tendência em Mercado Americano

Embora não tenha sido um sucesso imediato de vendas, a Powerwall da Tesla lançou uma nova tendência de mercado fotovoltaico americano, e a qual deve em breve chegar a outras partes do mundo, a geração + armazenamento da energia solar.

As três maiores instaladoras de sistemas fotovoltaicos dos EUA já estão oferecendo seu modelo de bateria solar em conjunto com os painéis; SolarCity, SunRun e Vivint, cada qual em parceria com um fabricante, alguns bem conhecidos e famosos.

Adquirida pela Tesla no ano passado, a um valor bilionário, a SolarCity fica em posição favorável, pois conta com toda a experiência da fabricante da Powerwall, a qual passou a oferecer em suas instalações.

A Sunrun, segunda maior instaladora americana, fechou parceria com a LG Chem para lançar seu modelo de bateria solar, chamado de BrightBox, o qual está sendo comercializado, inicialmente, apenas na Califórnia e Havaí. A empresa anunciou que mil sistemas já foram comercializados desde o seu lançamento. 

Fechando a trilogia, recentemente a instaladora solar americana Vivint anunciou que fechou uma “colaboração estratégica exclusiva” com a Mercedes-Benz, e agora passa a comercializar o seu modelo de bateria solar residencial, chamado simplesmente de “Armazenamento de Energia Mercedes-Benz”.

Utilizando também a tecnologia de íon-lítio, a bateria solar da Mercedes pode ser dimensionada de acordo com a necessidade do consumidor, variando de 2.5 kWh até 20 kWh de capacidade de armazenamento, além de possuir 10 anos de garantia.

A empresa de carros alemã, inclusive, está seguindo os mesmos passos da Tesla nesse sentido, trazendo a sua experiência com as baterias de seus carros elétricos para as casas dos consumidores, e pretende investir bilhões nessas tecnologias pelos próximos anos.

Quem ganha com isso? Os consumidores, claro. Por serem comercializadas juntamente com os sistemas fotovoltaicos, o cliente pode adquirir a sua bateria solar residencial na mesma prestação, podendo optar também pelas opções de aluguel e financiamento existentes no mercado solar. 

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Um central de energia dentro da sua sala…esse futuro está cada vez mais perto.

 

Preço e o Futuro da Bateria Solar

Dentre os modelos de bateria solar apresentados, somente a Powerwall da Tesla possui valor divulgado, e ele não é nada atrativo: US$6.200 + o serviço de instalação, que varia de US$800 a US$2.000.

Tomando como base o valor mais baixo e convertendo para a moeda brasileira com a cotação atual do dólar, uma belezinha dessas sairia aqui no Brasil por meros R$22.890,00.

Mas esse alto valor é apenas o reflexo de uma tecnologia que está ainda em seu início, e que terá seus custos reduzidos consideravelmente na medida que sua escala de produção for aumentando. 

A Tesla, por exemplo, já começou a fabricar as células de suas baterias em sua Gigafactory, instalada em Nevada, nos EUA. A fábrica colossal, quando finalizada, será capaz de produzir uma capacidade de células maior do que o mercado global em um ano, o que reduzirá de forma absurda os custos finais de suas baterias.

E você, já imaginou como será quando esse cenário de sistemas geradores com baterias de armazenamento estiver ao alcance de todos? 

Fonte de Informação: Greentech Media – Fonte

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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