Um dos 30 Países Que Mais Investem na Tecnologia, Brasil Enfim Desperta Para a Energia Solar, Mas Muito Ainda Precisa Ser Feito

Um dos 30 Países Que Mais Investem na Tecnologia, Brasil Enfim Desperta Para a Energia Solar, Mas Muito Ainda Precisa Ser Feito
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Com uma extensão territorial e posição geográfica privilegiados, é de se espantar que o Brasil ainda não ocupe uma posição de maior destaque entre os países que mais utilizam a luz do sol como fonte energética.

Isso, porém, deve-se ao atraso na adoção da tecnologia por parte do governo que, ignorando a queda dos preços da tecnologia no começos dos anos 2000, optou por apostar em outras fontes renováveis, como a eólica, hídrica e biomassa.

Foi somente a partir de 2013 que o país começou a ter o seu potencial solar explorado, o que, ainda assim, não foi feito de maneira satisfatória.

Segundo o resultado de um estudo realizado pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), com uma inserção planejada da solar entre 2013 e 2017, os brasileiros poderiam ter economizado R$ 2 bilhões nas contas de luz, aliviado o suprimento de energia do país e ainda contribuído para a redução das emissões de CO2. 

Isso tudo, no entanto, é passado, e com o seu primeiro gigawatt de capacidade fotovoltaica instalada no começo deste ano, parece que finalmente o país está despertando para o seu potencial solar.

Até o final deste ano de 2018, ainda, as projeções oficiais da ABSOLAR sugerem que iremos duplicar essa capacidade instalada, atraindo investimentos no valor de cerca R$4,5 bilhões.

E essa expansão da fotovoltaica no Brasil irá desenrolar-se através dos dois segmentos de inserção da tecnologia, o de geração centralizada e geração distribuída.

Geração Centralizada

Com seus preços cada vez mais competitivos, a solar fotovoltaica tem apresentado ótimos desempenhos nos leilões de contratação de energia realizados pelo governo.

No último deles, realizado em 18 de dezembro de 2017, a tecnologia venceu 20 dos 25 projetos de usinas elétricas contratadas, resultado de preços por megawatt-hora 56% mais baratos do que o esperado.

A maioria dos projetos contratados nos leilões foram ou estão sendo construídos na região Nordeste do país, a com os maiores índices de radiação e que possibilitaram a fonte a superar, em uma manhã ensolarada de março, a geração eólica, que possui maior capacidade instalada.

Agendado para amanhã, dia 04 de abril de 2018, o Leilão de Energia Nova A-4 será o primeiro certame a ser realizado este ano e, com 620 projetos pré-selecionados, a fonte solar deverá obter outro bom resultado em projetos contratados.

Geração Distribuída

Enquanto essas grandes usinas focam em determinadas regiões do país, as micro e miniusinas, caracterizadas pelos sistemas fotovoltaicos conectados à rede, se espalham rapidamente em cada vez mais casas e empresas do Brasil.

Reflexo de consumidores ávidos por escaparem das altas contas de luz, e que continuaram subindo conforme fatores climáticos e de má gestão, a tecnologia alcança números impressionantes, com mais de 24 mil sistemas instalados em cerca de 6 anos e gerando mais de 226 megawatts de energia limpa.

E, com os preços da tecnologia e da mão-de-obra em queda, as perspectivas são de um futuro com mais 886 mil consumidores movidos por energia solar até 2024, segundo projeção da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Desafios 

Mesmo com fatores climáticos favoráveis e o desejo dos consumidores em apostar na tecnologia, a solar precisa enfrentar alguns percalços no caminho se pretende se tornar a principal fonte de geração elétrica.

A economia ainda cambaleante do país devido a última crise é um deles, que fez com que o leilão agendado para o final do ano de 2016 fosse cancelado e colocasse toda a cadeia produtiva nacional em risco devido ao corte na demanda.

Os altos impostos cobrados sobre os equipamentos e falta de acesso a linhas de financiamento pelas pessoas físicas são outras questões que precisam ser resolvidas, assim como o próprio conhecimento  para que a tecnologia ganhe mais espaço, além da própria falta de conhecimento por parte dos consumidores.

No entanto, o sentimento é de otimismo para o futuro, uma vez que o Brasil acaba de se inserir em duas grandes organizações internacionais da solar que trarão mais investimentos e desenvolvimento para a tecnologia, e que deverão levar o país rumo ao top 3 da energia solar mundial nos próximos anos.

Fontes de Informação:     Business Green – Site   /      AbsolarSite

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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