Com Preços Em Queda e Redução do Payback, Sistemas Fotovoltaicos Multiplicam-se No Brasil Puxados Por Consumidores Residenciais

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Com Preços Em Queda e Redução do Payback, Sistemas Fotovoltaicos Multiplicam-se No Brasil Puxados Por Consumidores Residenciais
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Com mais de 80 milhões de consumidores de energia elétrica e uma incidência solar de 5,4 quilowatt-hora/metro quadrado, o Brasil é um país onde tudo favorece para o crescimento da geração distribuída de energia solar fotovoltaica.

E é exatamente isso o que vem ocorrendo desde que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) regulamentou o segmento através da sua Resolução Normativa Nº 482, de 17 abril de 2012.

Com ela foi criado o sistema de compensação de energia elétrica, o grande marco do setor, que permite aos consumidores que produzem a sua própria energia trocarem esta com aquela que consomem da distribuidora.

Funciona assim: o consumidor instala o seu sistema solar fotovoltaico na casa ou empresa e o conecta à rede elétrica. No momento em que está gerando energia, caso não haja consumo, ela será injetada na rede e emprestada para a distribuidora.

Assim, cada Watt de energia que foi injetada é convertida em um crédito de energia. À noite ou em momentos de pouca radiação solar, quando o sistema não consegue suprir o consumo, a energia consumida vem da rede elétrica.

No final do mês é realizado a conta e de toda energia consumida da rede são deduzidos os créditos energéticos gerados, cada um abatendo um Watt consumido.

Dessa forma, e como os sistemas são projetados para suprir todo o consumo elétrico do consumidor, no final do mês ele estará com créditos suficientes para “zerar” esse consumo, podendo assim reduzir sua conta de luz em até 95%.

Veja, no vídeo abaixo, uma animação que explica de forma simples todo esse processo:

Todos Economizando Com Solar

Representando 99% de todos os micros e minigeradores espalhados pelo país, a tecnologia fotovoltaica domina o segmento de geração distribuída desde o seu início e segue puxando o seu crescimento.

O motivo para isso é óbvio, com níveis de radiação solar maiores que países como Alemanha, EUA e China, onde a fotovoltaica já vem sendo disseminada há anos, a tecnologia é a que apresenta maior geração e, consequentemente, maior retorno ao consumidor no país.

Se, antes de 2012, o país possuía apenas 13 sistemas fotovoltaicos, hoje já são mais de 26.600 deles espalhados e gerando economia para os consumidores, sendo que cerca de 80% deles são residenciais.

O salto mais exponencial veio em 2015, ano em que a Aneel revisou as regras do segmento e criou novas modalidades de geração, que permitiram a outros consumidores, até então não elegíveis, a gerarem a sua própria energia. 

E, com essa popularização da energia solar no Brasil, outro fator tem feito dela a escolha cada vez mais certeira quando o assunto é geração distribuída de energia: a queda dos custos da tecnologia.

Segundo um recente estudo feito pela empresa de pesquisa de mercado, a Greener, o custo de aquisição dos equipamentos para micro e minigeração caíram cerca de 24% entre 2016 e 2017, e cerca de 36% para o serviço de mão de obra.

Isso, aliado ao recente reajuste das tarifas das distribuidoras, que elevou o custo da energia em todo o país, faz com que o consumidor que opte pelo sistema, hoje, obtenha um retorno sobre seu investimento bem mais rápido.

Além disso, aqueles que moram nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, agora poderão contar com linhas de financiamento mais facilitadas, após o aporte de 3,2 bilhões liberado pelo Governo para a aquisição das placas nessas regiões.

Com mais de 3.700 instalações até o momento, 2018 caminha para se tornar mais um ano recorde da solar no Brasil e, até 2024, estimam-se que seremos mais de 886 mil consumidores movidos por energia solar.

 

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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