Em 2016, Fontes Limpas Representaram 43% dos Investimentos Globais

Em 2016, Fontes Limpas Representaram 43% dos Investimentos Globais
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Divulgado todo ano pelo International Energy Agency (Agência Internacional de Energia ou IEA), o World Energy Investment Report (Relatório Mundial de Investimentos Energéticos) é o documento anual da agência que compila os investimentos feitos no setor elétrico mundial.

E, de acordo com a última edição, lançada no dia 11 de julho, embora o total mundial investido em projetos de infraestrutura energética tenha caído 12%, marcando o segundo ano consecutivo de queda, as fontes de energia renováveis contabilizaram por 43% desse total, marcando um novo recorde para as fontes limpas.

De acordo com o relatório, este foi o primeiro ano em que investimentos em projetos de energias renováveis superou àqueles de fontes tradicionais, como gás, petróleo e carvão. No total, US$1,7 trilhões foram investidos no setor elétrico mundial, valor que representa 2,2% do produto mundial bruto

Publicado alguns dias após a reunião da cúpula dos países que compõem o G20, o resultado do relatório vem em momento oportuno para mostrar a responsabilidade que essas 20 maiores economias mundiais tem no combate às mudanças climáticas.

A China, por exemplo, quem vem transicionando a sua matriz energética longe das fontes poluentes, através de investimentos milionários em projetos por fontes renováveis, mais notadamente a solar e eólica, apresentou uma queda de 25% em projetos movidos a carvão.

Essa transição energética chinesa causará um grande impacto no balanço geral global, segundo o relatório, assim como a expansão da economia verde da Índia, que apresentou um aumento de 7% em investimentos em projetos elétricos, com novos recordes para as fontes renováveis.

Já os Estados Unidos representaram por 16% do total mundial de investimentos, mesmo apresentando uma queda acentuada em novos projetos por combustíveis fósseis e gás natural. Para este ano, no entanto, é previsto um aumento em projetos por gás de xisto no país.

Segundo o relatório, graças a esses cortes em projetos energéticos por fontes térmicas poluentes vindos de países como China, Índia e EUA, as emissões de dióxido de carbono estagnaram em 2016, marcando o terceiro ano consecutivo.

Contudo, infelizmente esse crescimento das fontes limpas em novos projetos energéticos ainda não está no ritmo desejado e, segundo o relatório, o aumento em projetos solares e eólicos foi compensado quase inteiramente por novos projetos de usinas nucleares e hídricas. Ainda, segundo o estudo da IEA, tais projetos deverão continuar em 2017 e podem guiar os investimentos para longe das renováveis.

 

Fonte de Informação: PV Magazine – Link

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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