Energia Solar Fotovoltaica Terá Crescimento de 325% Este Ano no Brasil

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Energia Solar Fotovoltaica Terá Crescimento de 325% Este Ano no Brasil
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De acordo com a projeção da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a capacidade instalada da tecnologia fotovoltaica no país terá uma expansão de cerca de 325% este ano, saltando dos atuais 235 MW (megawatts) para cerca de 1 mil MW.

Foi o que declarou Rodrigo Sauaia, presidente da associação, durante a Brasil Solar Power, um dos maiores eventos do setor solar fotovoltaico no Brasil. Com esse aumento de 765 MW, suficientes para alimentar o consumo elétrico de 60 mil casas, o Brasil entrará para o ranking dos 30 países que mais geram energia solar no mundo.

Para que o país atinja essa marca, cerca de 4,5 bilhões de reais deverão ser investidos até o fim do ano, além do número de empregos que essa expansão trará para o Brasil, sendo que, de acordo com a estimativa do setor, cerca de 25 a 30 novas vagas, diretas e indiretas, são criadas para cada megawatt instalado.

Um dos fatores que tem impulsionado a tecnologia, tanto no Brasil como no mundo, é a sua contínua queda de preços, sendo que, de acordo Sauaia, já é mais economicamente vantajoso para os consumidores de algumas regiões do país gerar a sua própria energia do que comprá-la da distribuidora.

“Investir em energia solar fotovoltaica não é mais uma decisão puramente ambiental ou de consciência da sustentabilidade, mas, acima de tudo, o principal motivo que faz as pessoas investirem nesta tecnologia é economia no bolso e competitividade para as empresas”, disse o presidente da associação.

Essa depreciação da tecnologia, inclusive, é um dos fatores que levaram o setor solar brasileiro a conseguir manter seu acelerado ritmo de crescimento mesmo em meio à crise econômica do país, que só agora começa sua lenta recuperação.

“Crescemos a 300% ao ano durante os anos de crise e, agora, com esse começo de recuperação, continuamos crescendo a taxas elevadas” declarou Sauaia.

Desafios a Superar

Contudo, o país já poderia estar bem mais avançado no uso da tecnologia, mas, devido as altas cargas tributárias nos equipamentos, dificuldades de acesso a linhas de financiamento, entre outras barreiras, o Brasil sofre com um atraso de 10 anos em investimentos no setor, em relação ao resto do mundo.

A geração centralizada através de usinas solares é uma das formas existentes para estimular a energia solar no Brasil possui para expandir a sua capacidade instalada e aproveitar essa fonte abundante e, por isso, Sauaia também defendeu a volta dos leilões de energia para a contratação de mais desses projetos.

Atualmente, existem cerca de 3.300 MW de potência já contratada através desses leilões, que serão entregues até o final de 2018. No entanto, essa quantidade poderia ser maior se não fosse pelo cancelamento de um certame, agendado para o fim do ano passado, no qual eram previstos a contratação de projetos de novas usinas solares e eólicas.

“(o cancelamento) Gera uma insegurança de como serão os investimentos nos próximos anos e acaba dificultando a vinda de novos investimentos e de fabricantes para atuar no país. Para superar esse gargalo, a nossa expectativa é que o governo federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, possa, ainda no ano de 2017, realizar um leilão de energia solar para que a gente tenha um sinal de continuidade de investimentos na fonte” disse Sauaia.

Isso, felizmente, deve mudar pelos próximos anos. De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Eduardo Azevedo, a energia solar, assim como as outras renováveis, está sendo inclusa nas propostas feitas pelo ministério, as quais vão de encontro ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que prevê o aumento da participação de energias renováveis na matriz do país.

“Nos leilões de energia, a gente vai abrir oportunidade para a energia solar. Havia um conservadorismo do setor, causado pela tecnologia disponível na época, e o leilão era limitado à energia existente. Agora mudou, de seis meses há um ano a gente consegue ter uma nova planta de energia solar.”

“A gente entende que nessa transição tem que respeitar o prazo e o modelo de negócio, que precisam ainda do apoio, mas, com certeza, a intenção é que o subsídio público tenha fim e no final das contas vai convergir para uma competitividade entre as fontes”.

Esse fim dos subsídios, entretanto, não será problema. Com a contínua queda dos preços da energia solar, que em alguns casos já se tornou mais barata que as fontes tradicionais, não será difícil para a tecnologia fotovoltaica disputar espaço nos próximos leilões.

Tudo indica que a fonte solar continuará seu forte crescimento no país e, conforme as barreiras atuais forem sendo derrubadas e os preços continuem caindo, a expectativa da ABSOLAR é que, até 2030, o Brasil esteja entre os cinco países com maior capacidade solar instalada.

 

Fonte de Informação: ABSOLAR – Site

 

 

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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