As Razões Que Provam Que A Energia Solar É O Presente e o Futuro do Brasil

As Razões Que Provam Que A Energia Solar É O Presente e o Futuro do Brasil
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Nos últimos anos, um número crescente de brasileiros está vivenciando um momento de transição em suas vidas, uma verdadeira quebra de paradigmas da sociedade moderna trazida por uma tecnologia baseada em antigas descobertas.

Essa é a geração de energia elétrica através de sistemas solares fotovoltaicos, que empodera consumidores cansados da pesada inflação energética e dessa verdadeira crise que se instalou no setor elétrico do país.

Essa insatisfação popular com os preços da energia elétrica no país, mesmo sendo óbvia, foi confirmada pela pesquisa do Ibope com a opinião dos brasileiros sobre a situação da energia elétrica no país.        

A pesquisa foi encomendada pela Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia) com objetivo de traçar o perfil dos brasileiros na percepção sobre a livre escolha no setor elétrico.

Os resultados comprovam o que todos já sabiam: a grande maioria dos brasileiros, 83%, considera a tarifa de energia de sua distribuidora como cara ou muito cara, um aumento em relação aos anos anteriores.

Desses, 63% apontaram a taxação de impostos sobre a energia como a principal causa do preço abusivo, uma triste verdade no país das tarifas, onde mais de 50% do valor da conta de luz da população é composta de tributos.

Outro dado coletado pela nova pesquisa do Ibope, e que manteve a tendência das anteriores, é a vontade dos brasileiros em gerar a própria energia elétrica, com 89% dos entrevistados afirmando querer essa solução.

É dessa vontade, já antiga, que começou em 2012 a transformação do cenário elétrico do Brasil, que viu um crescente número de consumidores declarando a sua independência energética e ostentando placas solares em seus telhados.

Através da regulamentação implantada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), criou-se o segmento de geração distribuída por meio de micro e minigeradores movidos por fontes de energia renováveis.  

A Distribuição da Solar 

O segmento, ainda recente, cresce no país com a mesma força que o sol brilha em seus céus e, hoje, já faz mais de 36 mil brasileiros consumidores movidos por energia solar.

Embora contemple outras fontes de energia, não é exagero generalizar a fonte que alimenta esses geradores particulares do segmento, uma vez que 99% deles são de sistemas fotovoltaicos On-Grid. 

Essa preferência pela tecnologia solar não é a toa, sistemas fotovoltaicos conseguem alimentar 100% do consumo de qualquer cliente, com geração segura e alta eficiência por mais de 25 anos.

Com isso, o mercado de energia solar brasileiro, assim como no resto do mundo, se expande de maneira impressionante, contemplando mais de 4.000 empresas na GD e um faturamento estimado de R$2,27 bilhões para 2018, segundo pesquisa do segmento feita pela empresa Greener.

Desses números refletem-se outros inversamente proporcionais, porém igualmente benéficos à expansão da energia solar no Brasil, representados pelos preços da tecnologia fotovoltaica.

Segundo a mesma pesquisa, o preço médio do Watt instalado para sistemas de até 1 megawatt caiu até 12,5%, tanto no preço dos equipamentos como o da mão de obra da instalação.

Sistemas desse porte contemplam todos os consumidores residenciais, exatamente os que mais clamam por economia e instalam os microgeradores, seguidos por comerciais e agronegócios, estes últimos crescendo de maneira incentivada graças a financiamentos facilitados.

Incentivos também chegam para os demais consumidores gerando a própria energia, como isenção de ICMS sobre a energia produzida e redução de IPTU.

Mas é a economia, claro, que leva esses consumidores a quebrarem as correntes que os prendiam aos preços da sua distribuidora, uma redução que pode chegar em até 95% do valor da conta de luz.

Futuro InCerto

O Brasil quer e pode mais. Com quase 350 megawatts gerados por 36.660 unidades consumidoras (número hoje), a projeção oficial prevê um cenário de 886.700 delas até 2024.

Com preços em queda, linhas de financiamento por bancos públicos e privados e a vontade do consumidor em produzir sua energia, esse futuro por estar mais próximo do que pensamos. 

Analista de Marketing
Redator e Tradutor