Uso da Energia Solar é tema de reportagem no Fantástico

Energia solar fantástico: Projeto Litro de Luz
Uso da Energia Solar é tema de reportagem no Fantástico
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O projeto voluntário, ganhador de prêmio internacional, utiliza a energia solar para levar luz às comunidades ribeirinhas do Amazonas sem acesso à rede elétrica.

Embora de fundamental necessidade para o homem moderno, grande parte da população mundial ainda não possui acesso à energia elétrica, especialmente aquela parcela que vive em locais isolados e de difícil acesso. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem sem esse insumo básico, a maioria localizada no norte e nordeste do país.

Por esse motivo, muito projetos e programas buscam acabar com esse problema através da utilização de tecnologias e métodos inovadores, como a energia solar fotovoltaica. 

No último domingo, dia 02, um desses projetos, o Litro de Luz, foi tema de uma reportagem do programa Fantástico, o qual utiliza a energia solar fotovoltaica para alimentar lampiões e postes caseiros, levando luz a comunidades ribeirinhas da Amazônia.

Representante oficial do movimento global Liter of Light no Brasil, a ONG Litro de Luz utilizou para a realização do projeto os U$100 mil ganhos pela conquista do primeiro lugar no prêmio St Andrews Prize For The Environment, da Universidade St Andrews, na Escócia, no qual concorreu com outros 540 projetos do mundo todo.

Vitor Belota, fundador do projeto Litro de Luz no Brasil, diz: “Esse é o primeiro projeto brasileiro a ganhar em 17 anos, isso traz uma carga de reconhecimento que te revitaliza, isso traz energia não só para você como pessoa, como para toda organização, que pode falar; O nosso trabalho realmente tem impacto, o nosso trabalho realmente é bom e tem muita gente que acredita nisso, assim como nós”

A reportagem do Fantástico acompanhou a visita por uma das sete comunidades da Amazônia que irão receber o projeto de energia solar. No total, serão 7 milhões de pessoas alcançadas, em 21 países.

Na comunidade visitada, luz e televisão funcionam somente através de geradores à combustão, apenas 4 horas por noite. “Quando dá seis hora, que é o principal da gente ter luz na casa da gente, pra fazer mais janta, pra jantar, pra mim é muito difícil” diz uma das moradoras da comunidade, enquanto utiliza sua máquina de costura iluminada pela luz de uma vela.

O projeto

Saindo de Manaus, os quase 60 voluntários viajaram cerca de 20 horas até o destino, cruzando o rio Negro e Solimões durante o percurso. Em terra, eles começam a montar os lampiões e postes ecológicos. Utilizando uma garrafa PET, adaptada em um cano PVC, o lampião utiliza uma lâmpada de LED, a qual é alimentada por uma bateria.

Vitor Hugo Matias, gestor ambiental, é um dos voluntários do projeto, saindo de São Paulo para ir ensinar a técnica aos moradores da comunidade. “Poder conhecer um pouco de um dia a dia diferente do meu, muito diferente na verdade, é poder tá vendo que aquilo lá que estou ajudando a construir, que estou ensinando a ela, é uma coisa que vai mudar a rotina dela”.

Já o poste ecológico consiste em uma placa solar fixada sobre uma estrutura de PVC, junto a qual fica acoplada a bateria, adaptada para resistir a umidade da região Amazônica e protegida por uma caixa. Na ponta da estrutura fica a lâmpada de LED, coberta por uma garrafa PET que irá protegê-la e ajudar na propagação de sua luminosidade. Para completar, o poste possui um sensor de ascendimento automático. 

Os moradores da comunidade aprovam o projeto. Um deles, a dona Fátima, diz: “Mudou muito, dá até para as crianças correr, brincar…dá pra conversar até mais tarde”. 

Laís Higashi, presidente do projeto litro de luz no Brasil, diz: “É um impacto ambiental muito evidente, a gente trabalha com energia Solar. É um impacto social, pois agora a gente está em uma comunidade ribeirinha, que não tem acesso adequado a rede elétrica. E, além disso, tem impacto econômico também, porque ele consegue ser financeiramente muito mais sustentável do que a rede elétrica e o que temos normalmente no Brasil”

Vitor Belota é quem resumi o ideal por trás desse tipo de projeto: “Eu resumiria em esperança, mas é uma esperança não de quem espera, mas de quem trabalha para alcançar”.

Fonte de Informação: Portal G1 – Fonte    Setor Energético – Fonte

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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