Cresce o Uso da Energia Solar Fotovoltaica Rural no Brasil e Economia Para Brasileiros no Campo

Cresce o Uso da Energia Solar Fotovoltaica Rural no Brasil e Economia Para Brasileiros no Campo
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Com o uso da Energia Solar Fotovoltaica Rural, incentivada por linhas de financiamento específicas para o agronegócio, produtores e empresas do setor conseguem economizar na conta de luz, pagar a parcela do sistema com essa economia e aumentar a sua produtividade.

O agronegócio é um setor extremamente importante para a economia do Brasil e sua constante modernização demanda cada vez mais o uso de máquinas e equipamentos que faz do uso da energia solar rural uma ótima solução para esses consumidores.

País tropical de vasta extensão territorial, a agropecuária encontra no Brasil todas as características para florescer, como abundância de água, clima favorável, solo fértil e bastante luz do sol.

Todos esses fatores contribuíram para que o setor, hoje, ocupe posição de destaque na economia do país, tendo sido responsável por 23,5% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2017.

Desde 2012, então, essa mesma oferta da luz do sol passou a favorecer a agropecuária de outra forma: geração de energia elétrica através da tecnologia solar fotovoltaica.

Foi nesse ano que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) criou as regras do chamado segmento de micro e minigeração distribuída, onde consumidores passaram a poder gerar a própria energia elétrica que consomem.

Expansão no Uso da Energia Solar Fotovoltaica Rural

No entanto, foi somente nos últimos anos que essa prática começou a se popularizar em meio a produtores e empresas do setor rural.

Fruto da popularização da tecnologia do país, puxada principalmente por consumidores de energia residencial, a energia solar fotovoltaica rural torna-se cada vez mais acessível devido à queda dos preços dos equipamentos.

 

Em 2016, ano em que o setor passou dos 100 sistemas conectados (130), este acumulava uma potência de apenas 672 kW (quilowatts). Já em 2017, esta saltou para 7,4 MW (Megawatts), totalizando 604 conexões de sistemas à rede elétrica.

E em 2018 esse crescimento se mostra ainda mais forte, com 1044 conexões até o começo de julho, somando mais 8 MW de potência ao setor, que acumula já 16,4 MW de energia solar alimentando as atividades agropecuárias do país.

Energia Solar Fotovoltaica Rural Vantagens

Mas porque cresce tanto o uso da energia solar fotovoltaica rural no Brasil? Quais as vantagens que levam esses consumidores a apostarem na geração própria de energia elétrica?

Com certeza, a economia de até 95% na conta de luz pode ser apontada como a principal delas, o que gera grande economia ao produtor rural durante toda a vida útil do sistema.

Assim, é possível ao produtor ou empresa rural reduzir os seus gastos e, quando se trata de energia elétrica, esta representa um dos maiores gastos para esses consumidores.

A durabilidade da tecnologia é outra grande vantagem do uso da energia solar no campo, com a vida útil de um sistema gerador fotovoltaico ficando, no mínimo, em 25 anos.

Em alguns casos, existe a possibilidade ainda do produtor rural poder gerar a energia no campo, abater todo o seu consumo com ela e, ainda, usar o excedente para abater do consumo de suas propriedades urbana.

Através do sistema de geração de créditos energéticos, o produtor ou empresa rural pode usar o excedente de energia gerada e não consumida para abater o consumo de um escritório na cidade, por exemplo.

A sustentabilidade inerente a essa forma de geração elétrica também é outra vantagem, visto que muitos produtores rurais, antes, tinham como opção para alimentar seus maquinários apenas os barulhentos, poluentes e caros geradores à diesel.

Um sistema solar fotovoltaico, por sua vez,  gera energia 100% limpa através da luz do sol que abunda em nosso país, uma das fonte de energia renovável mais segura e inesgotável.

Energia Solar fotovoltaica rural como funciona

Um sistema solar fotovoltaico gera energia elétrica através da luz do sol, a qual é captada pelas placas solares (melhor conhecidas como módulos fotovoltaicos) que são instaladas em áreas livres para que recebem essa irradiação, ficando geralmente fixadas sobre os telhados.

Essas placas são compostas de várias células fotovoltaicas, as quais são as responsáveis por converter a luz do sol em energia elétrica, o que fazem através do efeito fotoelétrico conhecido como efeito fotovoltaico.

Essa energia, que é gerada em corrente contínua, precisa passar por outro equipamento do sistema, o inversor fotovoltaico interativo, que a converte em corrente alternada para poder ser usada pelas máquinas e equipamentos elétricos.

Esses sistemas, que funcionam em conjunto com a rede elétrica, fazem uma troca de energia com esta, com toda a energia gerada e não consumida sendo injetada na rede e emprestada de forma gratuita a distribuidora.

Esta energia então volta ao consumidor na forma de créditos energéticos, que são fruto do sistema de compensação de energia elétrica criado pela Aneel em sua resolução 482.

Como o sistema solar só gera energia durante as horas em que o sol brilha no céu, à noite ou em momentos em que o consumo é maior que a geração, a rede elétrica continua suprindo esse consumo.

Porém, são esses créditos gerados que possibilitam a economia de até 95% na conta de luz, pois eles abatem essa energia consumida da rede.

Confira, abaixo, uma animação que explica o funcionamento de um sistema fotovoltaico residencial, que funciona da mesma forma que um sistema de energia solar fotovoltaica rural:

Financiamento Energia Solar Fotovoltaica Rural

Umas das poucas desvantagens da energia solar é o alto custo dos sistemas fotovoltaicos que, embora tenham seus preços reduzidos a cada ano, ainda demandam um alto investimento inicial.

Por essa razão, linhas de financiamento são a opção da maioria dos clientes da tecnologia, que possibilitam a aquisição do sistema através de longos parcelamentos.

Para os clientes da energia solar fotovoltaica rural, o financiamento se torna uma opção ainda mais interessante devido as linhas específicas oferecidas ao setor.

São 3 as principais linhas de financiamento oferecidas aos produtores e empresas rurais:

FCO Rural

Utilizando recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) o FCO Rural é uma linha de crédito para financiamento de energia solar fotovoltaica rural oferecida através do Banco do Brasil.

O público-alvo são produtores rurais, tanto pessoas físicas como jurídicas, assim como suas cooperativas de produção e/ou associações, com atividade exclusiva na cadeia produtiva no setor rural.

Pelo FCO Rural é possível financiar até 100% do sistema, com taxas de juros de 7,5% a 10% ao ano, prazo de até 240 meses (20 anos) para pagamento e carência de até 12 anos.

O programa ainda possui bônus de adimplência, ou seja, quem efetua o pagamento da parcela até a data do vencimento recebe um bônus que diminui ainda mais o valor da prestação.

O teto de financiamento é de R$30 milhões por tomador, podendo chegar à R$ 300 milhões, caso o projeto a ser implantado seja considerado de alta relevância e estruturante.

Pronaf Eco

Parte integrante das 12 linhas de financiamentos provindas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a Pronaf Eco é aquela que atende a aquisição de sistemas de energia solar fotovoltaica rural.

As linhas de financiamento do Pronaf são exclusivas para mini e pequenos produtores rurais, os quais devem se enquadrar em algum dos grupos de beneficiários listado no programa. Consulte aqui para mais informações sobre o Pronaf Eco.

Os recursos do Pronaf são repassados através de diversas instituições financeiras, como Banco do Brasil, banco do Nordeste e Banco da Amazônia, e suas taxas de juros e inadimplência são as menores entre todos os sistemas de crédito oferecidos no país.

A taxa de juros para projetos de energia solar fotovoltaica rural através do Pronaf Eco é de 2,5% ao ano, com prazo para quitação de até 10 anos e 5 anos de carência, como o teto de crédito estipulado em 165 mil reais.

BB Agro Energia

Não uma linha de financiamento em si, mas um programa para apoiar a produção de energia limpa e renovável em atividades do agronegócio, o Banco do Brasil lançou em 2017 o BB Agro Energia.

O programa Agro Energia financia projetos de geração própria de energia a partir de fontes renováveis, atendendo pessoas físicas, jurídicas e cooperativas e vinculado em diferentes linhas de financiamento.

Para a agricultura empresarial, o crédito será liberado através das linhas FCO Rural, Inovagro, Investe Agro e Pronamp. Para as famílias agricultoras, a linha será a Pronaf Eco. Já as cooperativas agropecuárias podem solicitar o crédito através das linhas Pronaf Agroindústria e Prodecoop.

As taxas de juros variam de 2,5% até 12,75% ao ano, com o prazo médio de 10 anos para quitação. Os financiamentos são de até 100% do valor do projeto, com teto de R$30 milhões.

Energia Solar Fotovoltaica Rural Preço

Seja para consumidores residenciais, comerciais ou, nesse caso, para os clientes da energia solar rural, a primeira coisa que desejam saber é: qual o preço de um sistema para o meu imóvel?

No entanto, essa não é o tipo pergunta com uma resposta pronta, visto que os sistemas são projetados para atender o consumo elétrico exclusivo de cada pessoa e, por isso, diferem de valor para cada uma delas.

Além do consumo, vários outros fatores inerentes a cada consumidor são levados em conta na hora de se dimensionar um sistema, como os níveis de radiação solar no local onde seu imóvel está localizado, possíveis sombreamentos, entre outros.

No entanto, através do fornecimento de alguns poucos dados é possível obter, muito rapidamente e sem custo algum, um orçamento completo do seu sistema de energia solar fotovoltaica rural.

Clique no link abaixo e solicite o seu orçamento com a Blue Sol Energia Solar:

Energia Solar Fotovoltaica Rural Caso de Sucesso

Localizada na cidade de Morro Agudo, interior do estado de São Paulo, o grupo agropecuário Beabisa, de Ribeirão Preto-SP, optou pela adoção de energia solar em 2017 e, desde então, vem obtendo muita economia. 

Com um investimento de R$163 mil, o sistema de 24,8 kWp, composto de 80 módulos e inversores instalados em um curral para 300 cabeças de gado, o grupo agora economiza cerca de 90% dos R$3,2 mil que eram gastos por mês com energia elétrica.

Com a energia gerada pelo sistema, o grupo consegue suprir o consumo elétrico de toda a fazenda e, ainda, usa o excedente para abater do consumo do escritório e apartamento dos proprietários na cidade.

“Os equipamentos possuem vida útil de 25 anos. Em menos de sete anos, vamos obter o retorno do investimento. Depois é lucro”, afirma Rodolfo Biagi, diretor da Beabisa. 

Analista de Marketing
Redator e Tradutor