O avanço da Energia Solar no Nordeste do Brasil

O avanço da Energia Solar no Nordeste do Brasil
O avanço da Energia Solar no Nordeste do Brasil
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A região, uma das com maior incidência de radiação solar no país, vem ganhando vários projetos que irão impulsionar o uso da energia solar no Nordeste do Brasil.

Quando se trata do uso de fontes renováveis de energia, o Nordeste brasileiro ocupa posição de destaque. Beneficiado por temporadas de ventos fortes, atualmente a região já é o maior polo de produção de energia eólica do país, que hoje ocupa o 5º lugar no ranking mundial.

Agora, no entanto, a região começa a receber inúmeros projetos que visam a captação de outra fonte de energia renovável abundante nesta parte do país, a luz do sol. Como prova do potencial da energia solar no Nordeste brasileiro, a região recebe uma incidência média diária que varia de 4,5 a 6 kWh (quilowatt-hora).

No meio do ano passado, o Banco do Nordeste (BND) deu um passo inicial muito importante para essa disseminação no uso da energia solar na região, quando lançou uma linha de financiamento exclusiva para a implantação de projetos de micro e minigeração de energia, o FNE SOL.

O financiamento é destinado a empresas agroindustriais, industriais, comerciais e de prestação de serviços, além de produtores rurais, cooperativas e associações beneficiadas ou não com recursos do Fundo Constitucional, que queiram produzir sua própria energia através das fontes solar, eólica ou biomassa.

Além disso, todos os nove estados que compõem a região já fazem parte do convênio que isenta a isenção do ICMS sobre a geração de energia, o que tem ajudado para o aumento do número de residências e comércios que optam por sistemas de energia solar no Nordeste, visto o já citado potencial da fonte, aliado aos ganhos em sustentabilidade e economia que eles trazem.

 

Grandes usinas de Energia Solar no Nordeste

Com a grande abundância da fonte na região, nada mais lógico do que investir em grandes projetos para captar essa fonte limpa de energia. E é exatamente isso o que uma multinacional italiana está fazendo, com quatro projetos de usinas solares atualmente em construção, três na Bahia e um em Piauí.

No estado Baiano, no município de Tabocas do Brejo Velho, a empresa está construindo as usinas solares Ituverava e Horizonte, com capacidades instaladas de 254 MW (megawatts) e 103 MW, respectivamente. Por estarem próximas, as usinas irão compartilhar da mesma infraestrutura, otimizando os recursos investidos na construção e operação.

A terceira usina da Bahia é a Lapa, batizada em homenagem ao município onde está sendo construída, Bom Jesus da Lapa, e que terá capacidade instalada de 158 MW. Já no estado do Piauí, a multinacional está construindo aquela que será a maior usina solar da América Latina, o complexo Nova Olinda, com futuros 292 MW de capacidade instalada e sendo construída no município de Ribeira do Piauí.

 

Grandes fábricas também investem na região

Visando atender justamente esse mercado de grandes projetos solares em construção, diversas fábricas de equipamentos fotovoltaicos agora começam a se estabelecer na região, o que trará não somente mais energia solar no Nordeste, mas também geração de empregos e renda à sua população.

Uma delas, a Pure Energy, foi inaugurada no último dia 02 de abril, no estado de Alagoas, e produziu o primeiro painel fotovoltaico do Nordeste. Localizada no polo industrial de Marechal Deodoro, a empresa inicia suas operações entrando em um mercado dominado pelos chineses.

“O Brasil é o país que possui a maior captação de energia solar do mundo e só agora essa energia está começando a ser explorada. Na Europa, esse tipo de produção é utilizada há anos e, com isso, Alagoas está colocando o Brasil em um novo patamar de produção de energias limpas”, afirmou o diretor da empresa, Gelson Cerutti.

O parque industrial da Pure Energy tem capacidade de produção de 30 placas por hora, cada qual com potência de geração de 265 a 315 w (watts), podendo ser utilizados desde em pequenas instalações residenciais até grandes projetos industriais. 

O processo de fabricação dos módulos fotovoltaicos, que dura poucos minutos, inicia com a montagem das células solares, seu componente principal e responsável pela conversão da luz do sol em energia elétrica.

“O processo inicial é totalmente mecânico com apenas a participação de um operador. Esta etapa é o ‘coração’ de todo o processo de produção”, explicou Joel Ferrari, gerente industrial da Pure Energy.

Após esta etapa, as células fotovoltaicas são postas na base da placa, onde seguem para o processo de solda, montagem, teste e finalização. Em poucos minutos, um painel fotovoltaico está pronto para ser comercializado.

Além desse empreendimento em Alagoas, o estado do Piauí também pode ganhar, em breve, uma fábrica de placas solares, graças as negociações feitas pela agenda internacional do governo do estado na Europa. Caso negociado, o investimento será instalado dentro do Projeto Vale do Silício do Piauí, no município de Teresina.

Fontes de Informação: Gazeta Web – Fonte    O Povo – Fonte   Revista Nordeste – Fonte

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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