Energia Solar Residencial: Por que Você Deveria Pensar em Utilizar

Energia Solar Residencial
Energia Solar Residencial: Por que Você Deveria Pensar em Utilizar
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Nesse texto, Ronilson Di Souza, instrutor técnico especializado na instalação de sistemas fotovoltaicos, fala sobre os benefícios da Energia Solar Residencial e porque você realmente deveria pensar em utilizar. Não deixe de conferir!

A energia solar está em alta nas últimas décadas e, apesar das grandes usinas solares fotovoltaicas estarem sempre aparecendo nas mídias, o que mais vem crescendo em número são os projetos  de energia solar residencial conectados à rede para geração distribuída.

Esses projetos são os pequenos geradores de energia elétrica que funcionam movidos por energia solar, e que permitem a consumidor residencial gerar toda, ou uma parte, da energia elétrica consumida em seu imóvel. 

O funcionamento de um sistema de energia solar residencial, ou gerador fotovoltaico, é exatamente igual ao funcionamento de uma grande usina solar.

Os painéis solares (arranjo fotovoltaico) recebem a radiação solar e, através do processo chamado de efeito fotovoltaico – processo em que uma célula fotovoltaica converte a luz solar em eletricidade – geram energia elétrica em corrente contínua

O conjunto das placas solares alimenta os inversores interativos à rede (grid-tied interactive inverters) que transformam a corrente contínua em corrente alternada, e gerenciam a injeção de potência elétrica na rede pública de distribuição de energia elétrica, que é a rede das distribuidoras.

Uma residência, por mais energia que consuma, não precisa de milhares de placas solares e de inversores interativos de altíssima potência. Sabendo-se a média de consumo de energia elétrica, é possível estimar o tamanho do arranjo fotovoltaico (conjunto de placas solares), que pode chegar de 6 a 100 módulos (placas solares).

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Energia Solar Residencial: Geração distribuída de uma casa

 

Usinas particulares de geração distribuída

Quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regulamentou a possibilidade de autoprodução de energia elétrica pelos consumidores, através da Resolução Normativa 482 de 17 de Abril de 2012 (RN-482/2012), também definiu três tamanhos de usinas particulares de geração distribuída:

1 – Microgeração

São unidades geradoras com potência máxima de até 75 kW . Na primeira versão da RN-482/2012 o valor máximo era de 100 kW mas, devido aos limites de potência padronizados pelas distribuidoras, esse limite foi diminuído.

A maioria das residências que possuem um sistema solar instalado estão inseridas nessa categoria.

2 – Minigeração

São unidades geradoras com potência superior a 75 kW até o limite máximo de 5.000 kW. Originalmente o limite era de 1.000 kW, mas foi ampliado pensando-se em grandes empresas que poderiam se beneficiar de gerador de maior porte.

3 – Usina

São as plantas de geração com potência superior a 5.000 kW e já se enquadram no âmbito das usinas centrais de geração de eletricidade e não entram no sistema de compensação de créditos de energia elétrica instituído pela ANEEL com a RN-482/2012.

Energia Solar Residencial: Como Funciona?

Confira no vídeo abaixo Como Funciona a Energia Solar:

 

Características de um projeto de Energia Solar Residencial

A principal característica de um projeto de energia solar residencial, no Brasil, é ser projetado para gerar energia elétrica em quantidade não maior que o total de energia consumida pelo seu beneficiário.

Quando o benefício é aplicado a somente à uma edificação, geralmente a sua residência, o projetista dimensiona o gerador solar baseando-se na média de consumo de energia elétrica ao longo de um ano. Outra característica marcante do sistema solar fotovoltaico doméstico é a sua instalação elétrica, que é muito mais simples que a de uma usina solar de grande porte.

A instalação (elétrica e mecânica), de certa forma, é similar à instalação de um equipamento condicionador de ar, o amado e odiado ar-condicionado, porém é extremamente fundamental a contratação de uma empresa que domine esse processo com excelência, para evitar qualquer tipo de problema.

Uma parte do sistema fica do lado de fora da residência: os módulos fotovoltaicos que ficam, geralmente, no telhado da edificação. No interior da residência, há um dispositivo de controle e condicionamento: o inversor, que costuma ser instalado em local abrigado (como na garagem, por exemplo).

Há também um circuito elétrico que liga o equipamento (inversor) ao quadro geral de distribuição.

Confira abaixo um esquema de funcionamento do sistema de Energia Solar Fotovoltaica:

Energia Solar Residencial: Esquema de funcionamento
Energia Solar Residencial: Esquema de funcionamento

 

Instalação de um sistema solar fotovoltaico

A instalação de um sistema solar fotovoltaico de pequeno porte demora somente alguns dias. Se for muito pequeno, pode demorar até mesmo algumas horas. O que mais demora é o processo de compra, em que o futuro proprietário (você)  avalia os benefícios de ter um sistema solar fotovoltaico e a escolha de quem vai lhe prestar o serviço de projeto e instalação.

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Energia Solar Residencial: Rápida instalação é um dos muitos benefícios da tecnologia

Benefícios de um sistema de Energia Solar

Quem mais se beneficia da utilização de um sistema solar fotovoltaico é o consumidor residencial, que paga os maiores valores na energia elétrica que recebe da distribuidora. Quanto maior o custo do quilowatt hora (kWh) mais vantagem terá em gerar sua própria energia.

Quem mora em localidades com altos índices de radiação solar é ainda mais beneficiado, pois o gerador solar irá produzir mais energia e, consequentemente, mais “crédito energético”.

O Crédito Energético

Assim como uma grande usina solar, um gerador, ou sistema de energia solar residencial, só gera potência (e energia elétrica) durante o dia. Enquanto o inversor interativo injeta potência elétrica vinda das placas solares na rede da residência, os equipamentos elétricos consomem essa energia, e não “puxam” corrente elétrica da rede pública.

Caso algum equipamento necessite de mais energia do que o gerador solar fotovoltaico está gerando no momento, a corrente elétrica que falta fluirá naturalmente vinda da rede, passando pelo medidor de energia elétrica, que é o relógio de luz, e será computada como consumo.

Caso o gerador solar fotovoltaico esteja gerando mais potência elétrica do que os equipamentos consumidores de eletricidade instalados na residência consigam consumir, a corrente elétrica excedente fluirá naturalmente em direção à rede pública, passando pelo medidor de energia elétrica e será computada como energia ativa injetada.

À noite, como não há geração de energia elétrica pelo gerador solar fotovoltaico, toda a energia consumida vem da rede.

Ao fim do mês, quando o leiturista da distribuidora faz a medição, ele anota dois valores: o valor da energia elétrica consumida (kWh-03), e o valor da energia elétrica injetada (kWh-103). A distribuidora, então, transforma o valor da energia injetada em créditos energéticos, que o proprietário do gerador solar fotovoltaico pode utilizar para abater os valores de energia consumida.

Na verdade esse abatimento é feito automaticamente na conta de luz da edificação em que o gerador solar fotovoltaico foi instalado, e se sobrarem créditos esses podem ser utilizados em outras unidades consumidoras, que estejam registradas para a mesma pessoa (física ou jurídica). Também é possível dividir os créditos com outras pessoas físicas ou jurídicas, através da geração compartilhada.

 

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Instalação de Energia Solar Residencial em Uberaba – MG (Crédito: Integrador Blue Sol Antônio Carlos Barbosa)

Benefício Imediato e Posterior da Energia Solar Residencial

Se você planeja instalar mais um aparelho de ar-condicionado, ou mesmo adquirir um carro elétrico, a instalação de um sistema solar fotovoltaico dá ao teu imóvel o benefício imediato da economia de energia que seria comprada da distribuidora.

Além disso, você estará, de certa forma, protegido dos severos aumentos do custo da energia elétrica por toda a vida-útil do seu gerador solar; o que pode ser mais de trinta anos.

Os custos atuais da energia elétrica e os altos índices de radiação solar que temos em todo o Brasil fazem com que o tempo de retorno do investimento seja mais rápido do que era na “época de ouro” da energia solar na Europa (entre os anos de 1999 e 2011), mesmo com os grandes incentivos financeiros que os europeus tinham (o que não tinham/tem é sol).

Muitos estados têm adotado medidas de incentivo à adoção da tecnologia solar fotovoltaica, através de isenção de impostos para aquisição dos equipamentos, e existem municípios que fazem sua parte promovendo redução de IPTU para quem tem energia solar fotovoltaica instalada no imóvel.

E quanto mais tempo você que pode ter um gerador solar fotovoltaico leva para instalá-lo em sua residência, mais dinheiro você perde para a distribuidora, e menos dinheiro pra fazer o que você deseja.

Energia Solar Residencial: Utilização em Condomínios e suprimento de energia de uma Casa

A energia fotovoltaica é capaz de reduzir o consumo dos elevadores do meu condomínio?

A geração de energia é suficiente para suprir toda uma casa ou só parte dela?

Uma casa com 3 aparelhos de ar condicionado pode fazer uso de um Sistema Fotovoltaico?

Professor Técnico/Eletrotécnico Especialista em Sistemas Fotovoltaicos
CREA-SP: 5069378190
www.linkedin.com/in/aetneo
Blue Sol – Energia Solar

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