Primeira Da América Latina, Estação de Metrô No DF É Movida Por Energia Solar

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Primeira Da América Latina, Estação de Metrô No DF É Movida Por Energia Solar
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Gerar a própria energia através da tecnologia solar fotovoltaica e economizar todo o mês na conta de luz não é só uma vontade de praticamente todo brasileiro, mas também de órgãos públicos, os quais, ainda, podem agregar mais sustentabilidade aos serviços prestados à população.

Esse é o caso da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), que na última sexta-feira, dia 20 de outubro, inaugurou, juntamente com o governo do Estado, a sua primeira estação movida por energia solar.

A Estação Solar Guariroba (Ceilândia), como foi batizada, é a primeira do tipo instalada na América Latina e a quarta no mundo inteiro, sendo os demais projetos localizados nas cidades de Milão, Nova Iorque e Nova Deli.   

Ao todo, são 578 módulos fotovoltaicos espalhados por uma área de quase 1.100 m² do telhado da estação e capazes de gerar 288 mil kWh (quilowatts-hora) por ano, suficientes para abastecer 100% do seu consumo.

Assim como os milhares de sistemas residenciais e comerciais instalados no Brasil, esse sistema de minigeração também está conectado à rede da concessionária local, e todo o restante da energia gerada será injetada na mesma e usada para abater do consumo do resto do sistema metroviário.

Segundo a declaração do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, presente na inauguração, o sistema instalado irá gerar uma economia mensal de R$50 a R$60 mil para o Metrô, soma que será revertida em investimentos no próprio sistema para aplicação da tecnologia em outras estações.

Na verdade, o sistema fotovoltaico de Guariroba é a primeira das quatro usinas de minigeração planejadas pelo Metrô para serem inauguradas até 2019, sendo duas delas a serem instaladas nas estações de Samambaia Sul e Feira e outra a ser instalada no centro operacional da companhia.

Juntas, as quatro usinas irão gerar cerca de 5 megawatts de energia limpa, aliviando em torno de 33% o consumo elétrico atual do Metrô, que é de 15 MW, os quais, por sua vez, geram um custo de R$3,5 milhões a empresa. 

Segundo o presidente da companhia, Marcelo Dourado, tais projetos fazem parte de uma nova estratégia operacional da companhia, a qual visa, além da busca pela sustentabilidade e economia, uma mudança de paradigmas para o setor metroviário.

Além de beneficiar as 2.820 pessoas que utilizam a estação todos os dias, a usina solar de Guariroba também servirá como laboratório de estudo da tecnologia fotovoltaica para estudantes da universidade do DF e outras federais, graças a parceria firmada pelo Metrô com a Fábrica Social e a Escola Técnica de Ceilândia.

Pelo seu pioneirismo e sustentabilidade, o projeto foi agraciado com o prêmio “Golden Chariot Internacional Transport Award”, durante o evento “Metas de Desenvolvimento Sustentável – Transporte e Paz”, realizado na sede da ONU, na cidade de Genebra, Suíça, entre os dias 12 e 13 de abril deste ano.

Fonte de informação: Correio Braziliense – Site

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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