Estudo Comprova: Energia Solar Residencial Está 12% Mais Barata

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Estudo Comprova: Energia Solar Residencial Está 12% Mais Barata
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Um novo estudo realizado no Brasil comprovou uma tendência que vem ocorrendo no país, assim como no resto do mundo: que a Energia Solar para os consumidores residenciais está ficando mais barata.

Realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América latina (IDEAL) em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-RJ), o estudo apresenta o cenário do mercado nacional, tendo consultado 350 empresas de energia solar em atuação no país. (Acesse o estudo aqui).

Intitulado “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica”, o estudo traça uma análise da queda de preços que os sistemas fotovoltaicos têm apresentando no país, com um valor atual de R$ 7.500 por kWp (quilowatt-pico) para sistemas de até 5 kWp, ante os R$ 8.500 apresentados no último estudo.

Sistemas desse porte abrangem todos os consumidores residenciais, como para uma casa de classe média com quatro pessoas, que pode ter seu consumo elétrico abastecido por um sistema de capacidade entre 2.5 kWp a 3 kWp. Este, dependendo do Estado e seu dimensionamento, tem um custo hoje em torno de R$16 a R$22.5 mil.

Preços como estes estão em concordância com aqueles praticados em países como Chile e Estados Unidos, e se tornam ainda menores em caso de sistemas de grande porte (acima de 100 kWp), que apresentam, hoje, um valor por kWp de R$ 5.570.  

A contínua queda dos preços dos equipamentos e a redução dos custos de mão-de-obra estão entre os motivos para essa depreciação da energia solar no país, como aponta Philipp Hahn, diretor adjunto da AHK-RJ.

“A queda nos preços tem sido uma constante nos últimos anos e deve continuar por mais algum tempo. Mesmo que o custo dos equipamentos estacione, já que existe um limite para a redução do valor da tecnologia, a maioria das empresas brasileiras tem apenas dois anos de atuação e devem conseguir baratear seus serviços quanto tiverem mais experiência e escala”.

A divulgação de estudos como esse são ótimas para um setor que ainda sofre com o preconceito enraizado na cabeça de muitos brasileiros, que acreditam que a tecnologia está fora do alcance do seu poder aquisitivo.

Muitos desses, entretanto, quando apresentados aos custos reais dos sistemas e todos os benefícios que eles oferecem, acabam mudando de ideia e se mostram mais receptivos para a tecnologia, como o Reinaldo Silva, funcionário público, que instalou o sistema em sua casa em Niterói.

“Sempre ouvi dizer que era caro, mas o preço não é tão elevado se você avaliar a economia que será gerada. Minha conta de energia era em torno de R$622,00. Atualmente está R$278,00. Em períodos de inverno paguei R$132,00”, disse ele.

Para o Goianiense Juliano Tavares, gestor de tecnologia da informação, não foi somente a economia que o atraiu para a tecnologia, mas também a sustentabilidade que ela oferece, ao possibilitar a geração limpa de energia.

“Investi em solar por acreditar que é uma forma inteligente de obter energia elétrica com mínimo de degradação ao meio ambiente e, em segundo plano, por dar maior autonomia no consumo sem ter que preocupar com aumento de tarifas da concessionária. Minha conta de energia era de R$ 180 e está agora em R$ 22. Já estou recomendando para amigos”.

Fonte de informação: Ciclo Vivo – Fonte

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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