Estudo Para Crescimento Estruturado Da Energia Solar No Brasil Chega Ao Governo

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Estudo Para Crescimento Estruturado Da Energia Solar No Brasil Chega Ao Governo
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Para crescer, qualquer nova fonte elétrica em inserção em um país precisa de apoio e programas de incentivos de seu governo, conseguindo assim ganhar competitividade frente as demais fontes já estabelecidas na medida em que sua expansão vai fomentando sua cadeia produtiva e reduzindo seus custos.

Quando voltamos para o uso da energia solar no Brasil, embora ela apresente um forte crescimento nos últimos anos, este poderia ter sido ainda mais significativo quando analisamos o potencial da fonte em nosso país tropical, resultado de alguns obstáculos enfrentados pela tecnologia nos últimos dez anos.

Tentando reverter esse atraso e ajudar para o desenvolvimento sustentável do país, os dirigentes da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) se reuniram hoje, dia 17 de outubro, com o Ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho, para apresentar a proposta estruturada de um programa nacional para o desenvolvimento do setor solar fotovoltaico brasileiro.

Segundo Rodrigo Sauaia, presidente da associação, o desenvolvimento do setor solar brasileiro apresenta um atraso de 15 anos quando comparado aos demais países que investem na tecnologia, desenvolvidos ou em desenvolvimento, e salienta para o fato de que todos eles tiveram o seu próprio programa nacional para inserção e expansão da fonte.

Segundo Sauaia, a economia de países que hoje lideram o ranking da energia solar mundial, como China, Japão, Alemanha e EUA, foram amplamente beneficiadas por tais programas, uma vez que atraíram bilhões em investimentos privados e geraram milhares de empregos às suas populações. 

Por se tratar de uma fonte limpa e renovável, essa expansão no uso da energia solar também tem ajudado esses países a cumprirem suas metas de descarbonização assumidas internacionalmente em 2015, assim como diversificar suas matrizes elétricas que, tal como a brasileira, sofrem para suprir a alta demanda da população.   

Crescimento Homogêneo

Diferente das fontes tradicionais, a solar possui duas frentes de expansão, geração centralizada e distribuída, com a centralizada representando as grandes usinas solares e a distribuída sendo os sistemas instalados nas residências, comércios, indústrias, edifícios públicos, zona rural e demais unidades consumidoras do país.

A proposta apresentada hoje ao governo contempla ações para o desenvolvimento dessas duas frentes, assim como toda a cadeia produtiva nacional. Entre as recomendações do segmento centralizado, está a contratação de 2 gigawatts anuais de energia solar através dos leilões de energia.  

Já a abertura de linhas de financiamento mais acessíveis para pessoas físicas e a criação de políticas industriais para a redução de custos dos equipamentos ajudariam o país a alcançar a meta sugerida de 1 milhão de sistemas de geração distribuída instalados entre todas as classes de consumidores.

Ainda segundo Sauaia, caso seja aprovada e posta em prática, tal proposta poderia alavancar o setor solar do Brasil e posiciona-lo entre os dez países com maior capacidade fotovoltaica instalada dentro de poucos anos, tornando-o referência, assim como já o é nas fontes hídrica, biomassa e solar, também no uso da energia solar. 

Fonte de Informação: ABSOLAR – site

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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