Com 40MW, China Possui Agora Maior Usina Solar Flutuante do Mundo

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Com 40MW, China Possui Agora Maior Usina Solar Flutuante do Mundo
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Embora os Estados Unidos tenham voltado atrás com os seus compromissos do Acordo de Paris (COP21) sobre o clima, a China vem cada vez mais assumindo a liderança e investindo em projetos de uso de energias renováveis, que visam desacelerar as mudanças climáticas.

Em 2016, o país conectou a rede nada menos que 34,5 GW (gigawatts) de energia solar fotovoltaica, um recorde de crescimento de 128%, e quase metade da nova capacidade instalada no mundo naquele ano.

Embora a maior poluidora do mudo, a China procura transicionar a sua matriz energética para as fontes limpas e, somente no primeiro trimestre deste ano, o país já comissionou 7,2 GW em usinas solares, o que representa alta ante o mesmo período do ano passado.

Isso vem de acordo com os compromissos adotados pelo país no acordo climático, quando se comprometeu a reduzir suas emissões e aumentar em 20% a participação de fontes renováveis na produção elétrica do país até 2030.

Esse investimentos crescentes na tecnologia tem resultado na queda de seus preços, e a China afirma que pretende reduzi-los a mais de um terço até 2020, o que levaria a fotovoltaica a se tornar mais competitiva que o carvão, fonte que vê o seu uso no país decaindo desde o pico de 2013.

O país abriga também aquele que é considerado o maior parque solar do mundo, o Longyangxia Dam, que ocupa uma area de 25 km².

Maior do Mundo

No final do mês passado, o país passou abrigar também a maior usina solar flutuante do mundo, com a entrada em funcionamento da obra da empresa Sungrow, instalada na cidade de Huainan, província de Anhui, que já possui outra usina flutuante, inaugurada no ano passado.

Os milhares de módulos, fixados sobre estruturas flutuantes, ficam acima das água do lago de uma mina de carvão desativada na cidade e geram 40 MW de energia solar já conectados à rede do país, os quais são suficientes para abastecer até 15 mil residências.

Usinas flutuantes poupam o uso de terras em locais povoados, além de ajudarem a reduzir o impacto ambiental na construção de usinas em terra. Por estarem sob e próximos à superfície da água, os módulos fotovoltaicos recebem resfriamento, o que aumenta a sua capacidade de geração, além de colaborar para a redução da evaporação das águas.

Por todos esse motivos, tais tais projetos são cada vez mais comuns em várias partes do mundo. No Brasil, na cidade de Rosana, estado de São Paulo, a CESP (Companhia Energética de São Paulo), instalou a primeira do tipo no país, em operação desde agosto de 2016.  

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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