Mercado Fotovoltaico Deve Movimentar Mais de R$300 Bilhões até 2027

Mercado fotovoltaico
Mercado Fotovoltaico Deve Movimentar Mais de R$300 Bilhões até 2027
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De acordo com um relatório lançado no último dia 13 de junho, o mercado fotovoltaico brasileiro deverá movimentar cerca de R$313 bilhões em 10 anos, com a fonte solar subindo a sua participação na matriz energética do país para 32% até o ano de 2040.

Intitulado “Mapeamento da Cadeia de Valor da Energia Solar Fotovoltaica no Brasil”, este é o primeiro relatório do tipo realizado no país, fruto da colaboração entre o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização dos Estados Iberoamericanos (OEI), tendo sido auditado pela Clean Energy Latin America (Cela).

Para alcançar essa participação significativa na matriz elétrica do país, R$112 bilhões do total a ser investido no mercado fotovoltaico serão gastos apenas em projetos de geração. Estendendo até 2040, o total de investimentos pode chegar a R$685 bilhões, de acordo com o relatório. 

Outro dado importante destacado pelo estudo prevê que 75% dessa capacidade fotovoltaica instalada até 2040 virá dos painéis solares instalados na casas e empresas, segmento denominado de geração distribuída, enquanto o restante será das usinas solares, na geração centralizada. 

O estudo é o mais completo já realizado sobre a energia solar no país e analisa o potencial da fonte fotovoltaica no Brasil, projeta a participação da mesma na matriz energética do país, elabora um panorama dos investimentos na tecnologia, apresenta a estrutura fiscal e regulatória do setor, lista os programas, incentivos e os métodos de financiamento disponíveis, assim como analisa as tendências tecnológicas e de mercado. 

De acordo com o estudo, 69 linhas de crédito já estão disponíveis no mercado fotovoltaico do país, porém acabam esbarrando na burocracia e restrições para aquisições de equipamentos importados. 

Em relação as empresas e fabricantes atuantes no Brasil, o relatório aponta que 1.600 estão em atividade hoje. Daquelas pertencentes a cadeia produtiva, oito são montadoras de módulos fotovoltaicos, uma fabrica as células fotovoltaicas, cerca de 11 fabricam os inversores interativos e outras 400 fabricam os demais equipamentos e componentes dos sistemas. Já as empresas que fornecem serviços na tecnologia totalizam mais de mil.

O estudo também aponta a depreciação que o preço final da energia solar vem obtendo através da sua popularização, tendo obtido uma queda de 80% entre 2009 e 2016. Até 2040, espera-se que o custo da energia solar caia mais de 60%.

Porém, muito precisa ser melhorado para que o país atinja esse crescimento esperado. Do lado negativo, o estudo constatou que os sistemas fotovoltaicos instalados com equipamentos nacionais ficam, em média, 20% mais caros que os comercializados com equipamentos estrangeiros.

Os motivos para essa diferença nos custos englobam velhos problemas da terra tupiniquim, como impostos não recuperáveis, encargos trabalhistas, frete incremental de importação de componentes em vez do módulo acabado, obrigações de investimento em P&D e margem de lucro do fabricante para remunerar o capital investido na linha de montagem no Brasil.

Contudo, esse crescimento do mercado fotovoltaico brasileiro, e mundial, é irreversível, pois trata-se de uma tecnologia com grande eficiência e possibilidade de aplicações, empoderando os consumidores com a própria geração de energia limpa e contribuindo para a redução das emissões de poluentes. Resta saber com qual velocidade e em que tamanho nosso país irá alcançar uma posição de destaque na geração mundial fotovoltaica.

 

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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