Renováveis Geram Três Vezes Mais no Reino Unido Em 2017

Renováveis Geram Três Vezes Mais no Reino Unido Em 2017
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Os céus podem estar cinza e o chão salpicado com neve agora, mas o Reino Unido pode olhar para trás e ver 2017 como o seu ano mais verde da história, com os números de sua rede elétrica nacional confirmando os níveis recordes de geração através das renováveis.

Os dados cobrem o período de 1 de janeiro a 12 de dezembro deste ano e revelam que, em 315 dias, as renováveis produziram mais energia do que as plantas de carvão.

Fracionada por fonte de geração, o vento superou a produção de carvão em 263 dias do ano, enquanto a energia solar o fez em 180 dias do ano.

Entre os meses mais ensolarados de abril a agosto, o carvão forneceu mais energia do que a energia solar em apenas 10 dias. No geral, as renováveis superaram o carvão em 90% do ano, segundo dados do site MyGridGB.

Essa diferença entre a geração de energia limpa e aquela produzida por combustíveis fósseis só vai se alargar nos próximos anos, dizem os especialistas do setor, à medida que mais plantas de carvão se tornam inoperantes e o Reino Unido aumenta constantemente a sua capacidade eólica terrestre e offshore, bem como a sua capacidade solar .

Embora tenha sido um ano relativamente modesto para fotovoltaica no Reino Unido, o crescimento da solar provavelmente poderá atingir 1 gigawatt (GW) este ano, tendo atingido um número oficial conservador de 902 megawatts (MW) até novembro.

Neste ano o estado soberano presenciou, também, o primeiro dia inteiro sem geração de energia de carvão, e uma série de dias recordes solares no verão.

Embora o carvão tenha sido, sem dúvida, aposentado, as atenções agora se voltam para o gás natural, que continua sendo a fonte base de geração elétrica mais dominante no país.

Em 2017, o vento superou o gás em apenas dois dias do ano, enquanto que para as fontes de energia renováveis, juntas, esse número foi de modestos 23 dias.

“Se continuarmos a usar o gás à taxa que fazemos”, advertiu Andrew Crossland do MyGridGB, “então o Reino Unido não atingirá as suas metas de carbono e estará perigosamente exposto aos riscos de oferta e preço dos mercados internacionais de gás.

“Claramente, é necessário um apoio renovado do governo para alternativas de baixa emissão de carbono para evitar choques de preços e provisões para o nosso fornecimento de calor e eletricidade”, diz Andrew.

Desde 2012, o Reino Unido reduziu em metade as emissões de carbono do seu setor elétrico e agora opera o sétimo sistema de energia mais limpo do mundo.

Texto original (em inglês): PV Magazine – Site

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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