Trump Dá Golpe Final No Plano de Energia Limpa Criado Por Obama

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Trump Dá Golpe Final No Plano de Energia Limpa Criado Por Obama
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A promessa feita pelo presidente americano, Donald Trump, em sua campanha eleitoral no ano passado foi cumprida na última terça-feira, dia 10 de outubro, quando o diretor da Agência de Proteção Ambiental americana, Scott Pruitt, assinou um documento que elimina as medidas adotadas pelo Plano de Energia Limpa, criado pelo governo do ex-presidente Barack Obama. 

Esse é o segundo golpe de Trump nos esforços feitos pelo seu predecessor na luta contra o aquecimento global, tendo anunciado, em junho deste ano, a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, assinado pelo ex-presidente junto com outros 195 países.

Criado em 2015, o Plano de Energia Limpa (Clean Power Plan, ou CPP em inglês) do governo Obama tinha como meta a redução dos níveis de emissão de gases de efeito estufa do país em 32% até 2030, em relação aos níveis de 2005, através da imposição de níveis de emissão por Estado.

O objetivo, com isso, era acelerar a transição energética do país, de fontes poluentes como o carvão, para fontes limpas, como solar e eólica, o que resultaria no fechamento de várias usinas de carvão do país, fonte que representa 21% da geração elétrica do país.

Quando lançado, o plano causou a revolta de vários Estados onde a indústria do carvão é mais presente, na maioria republicanos, que lançaram uma disputa judicial questionando a autoridade da Agência de Proteção Ambiental (Energy Protection Agency, ou EPA em inglês) na regulação do tema. Com isso, o plano foi congelado pela Suprema Corte no começo do ano seguinte.

Lucro Acima da Sustentabilidade

Alegando o mesmo discurso de então, agora, no entanto, o documento assinado por Pruitt remove por completo as restrições impostas pelo CPP, o qual alegou ainda que isso facilitará o desenvolvimento dos recursos energéticos dos Estados Unidos e “reduzirá encargos regulatórios desnecessários associados ao desenvolvimento desses recursos (fontes limpas)”.

Aliado das indústrias fósseis, Pruitt, que assim como Trump não reconhece a ação humana e a emissão de CO2 como principais fatores do aquecimento global, havia anunciado a decisão um dia antes, em reunião com grupo de mineiros do Estado de Kentucky.

“A guerra contra o carvão acabou. Nem a EPA e nenhuma outra agência federal deve usar sua autoridade para declarar guerra a qualquer setor da economia”, declarou ele, afirmando ainda que a medida irá gerar uma economia de US$33 bilhões até 2030.

O documento assinado de proposta de reforma de regras agora será publicado Federal register, documento público semelhante ao Diário Oficial, e ficará sujeito a comentários por 60 dias antes de ser formalizado.

Na época do lançamento do CPP, os estudos feitos pela EPA apontavam que ele poderia prevenir de 2.700 a 6.600 mortes prematuras e de 140.000 a 150.000 ataques de asma em crianças. 

Em declaração sobre a assinatura do documento, o Comitê Nacional do Partido Democrata destacou que a missão fundamental da EPA é “proteger a saúde humana e o ambiente. Aparentemente, ninguém compartilhou esta informação com o sr. Pruitt”.

 

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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