Universidade do RS Desenvolve Célula Fotovoltaica Mais Eficiente do Brasil

celular-solar
Universidade do RS Desenvolve Célula Fotovoltaica Mais Eficiente do Brasil
7 (140%) 2 votes

Um marco histórico na produção da tecnologia solar fotovoltaica no Brasil foi alcançado no final de junho, quando um estudo realizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em parceria com a Eletrosul, produziu uma célula fotovoltaica de 17,3% de eficiência, a maior até então alcançada de forma industrial no Brasil.

Patrocinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o projeto de Pesquisa e Desenvolvimento comprovou que é possível a produção de mais potência elétrica com a mesma quantidade de silício, e foi intitulado “Desenvolvimento de Processos Industriais para Fabricação de Células Solares com Pasta de Alumínio e Passivação”.

Esse recorde alcançado é fruto do trabalho do Núcleo de Tecnologia em Energia Solar (NT-Solar), pertencente a Universidade, e o qual já era responsável pela marca anterior, de 17%, no trabalho que realizou em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com o Instituto de Energia Solar da Universidade Politécnica de Madri, da Espanha.

Esse novo estudo foi coordenado pelos professores da Faculdade de Física, Izete Zanesco e Adriano Moehlecke, e contou com o apoio de alunos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia de Materiais da Faculdade de Engenharia.

O estudo foi iniciado em 2015 e o resultado do projeto é de grande significância para a cadeia produtiva nacional, pois representa uma nova, e mais eficiente, forma de se produzir as células que compõem os módulos utilizados nas instalações dos sistemas.

De acordo com a professora Izete Zanesco, umas das coordenadoras do estudo, a fabricação dessa nova célula solar se diferencia do atual processo padrão da indústria de células de silício, pois ela foi desenvolvida em lâmina de silício grau solar.

Isso, porque o campo retrodifusor foi produzido pela difusão de boro, em vez de alumínio, o que possibilitou a passivação de ambas as faces da célula solar. Nesta célula, a passivação foi produzida por dióxido de silício que é crescido nas duas faces simultaneamente.

“Se o custo do processo não aumentar, então, há uma redução do custo da produção de energia elétrica a partir da conversão direta de energia solar”, explicou Izete, que afirma ainda apenas faltar, agora, comparar o custo desse novo processo com o do atual padrão da indústria.

 

Fonte de Informação: Ambiente Energia – Fonte

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

Recomendamos para Você: