Verão de Recordes Na Geração Por Energias Renováveis No Reino Unido

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Verão de Recordes Na Geração Por Energias Renováveis No Reino Unido
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Estação marcada pelo aumento nas temperaturas, muito sol e bons ventos, o verão de 2017 no Reino Unido, que se encerrou no último dia 22 deste mês, foi também o mais verde já registrado pelo seu setor elétrico nacional, com recordes na geração elétrica por fontes renováveis.

O primeiro resultado que se destaca com esse aumento na geração de energia limpa é a consequente queda nas emissões de carbono do setor elétrico, com os números coletados apresentando as menores emissões já registradas nessa estação do ano no país.

A intensidade de carbono da rede elétrica do país, medida pela quantidade de gramas de CO2 emitidas a cada quilowatt-hora de energia gerada, foi menos da metade daquela registrada no mesmo período de quatro anos atrás.

Com uma matriz energética bem diversificada e com altas capacidades instaladas das fontes solar e eólica, além de usinas a gás e nuclear, neste verão o país viu a participação dessas fontes de baixo carbono na sua geração elétrica aumentar de 35% em 2013, para 52%.

A energia solar, por sua vez, que a sete anos atrás era quase inexistente no país, hoje já conta com uma capacidade instalada de 12.1 GW, suficiente para suprir 3.8 milhões de residências e que, em uma sexta-feira especialmente ensolarada deste último verão, superou a geração da fonte nuclear.

“Nós saímos de um cenário onde as renováveis eram parte do MIX de nossa matriz elétrica, para frequentemente serem parte significante ou majoritária do MIX”, disse o diretor de sistemas da Rede Elétrica Nacional do país, Duncan Burt.

Crescendo na Garra

A notícia vem em um momento muito importante para o setor de renováveis do país, com o primeiro projeto de usina solar sem subsídios governamentais entrando em operação nesta semana.

Isso porque, desde que o governo do Reino Unido cortou os subsídios para a fonte em 2016, o número de projetos de usinas solares praticamente despencou no país.

No entanto, segundo Steve Shine, presidente da Anesco, empresa responsável pelo projeto, com o desenvolvimento da tecnologia das baterias de armazenamento, esses projetos agora se tornam viáveis e rentáveis mesmo sem o apoio governamental.

Com uma infraestrutura capaz de gerar 10 megawatts de energia e armazenar 6 MW, a usina solar, instalada no condado de Bedfordshire, poderá vender essa energia armazenada no momento em que ela for mais valiosa, aumentando assim os seus lucros. 

De acordo com Shine, este é o futuro da geração elétrica e a chave para solucionar os desafios energéticos do Reino Unido. “Eu realmente acredito que este é o futuro. Não estamos construindo novas usinas a gás, o carvão tem que sair, a energia nuclear precisa de muitos subsídios, as usinas eólicas costeiras são obviamente muito boas, mas a energia solar é a que apresenta o melhor custo benefício”.

Segundo Hannah Martin, chefe do departamento de energia do Greenpeace, esses recordes alcançados pela energia solar no país são um sinal do que o país poderia alcançar caso seu governo revesse o suporte dado à fonte e apoiasse essa tecnologia limpa que pode gerar empregos, oportunidades de negócios e muita energia limpa por décadas a vir.

Fonte de Informação: The Guardian – Site

Analista de Marketing
Redator e Tradutor

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