Brasil Atinge a Marca de 400 MW de Energia Solar Gerados Pelos Consumidores

Brasil Atinge a Marca de 400 MW de Energia Solar Gerados Pelos Consumidores
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A energia solar fotovoltaica é a conversão direta da luz do sol em energia elétrica, quando, através da instalação de um sistema fotovoltaico, o consumidor consegue gerar toda a energia que consome em sua casa ou empresa.

Esses sistemas têm se espalhado a cada ano e, nesta semana, o Brasil atingiu a marca de 40.283 deles atendendo os mais diversos tipos e tamanhos de estabelecimentos, como casas, empresas, agronegócios, etc.

Na capacidade de geração, isso representa mais de 400 megawatts (MW) de energia gerada por esses micro e minigeradores alimentados pela luz do sol, quantidade maior que a geração total da hidrelétrica de Três Marias, em Minas Gerais, com 396 MW.

Esse crescimento começou em 2012, ano em que a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) estabeleceu as regras desse segmento, chamado de geração distribuída, através da sua resolução normativa 482.

A RN 482 foi o grande marco do setor, pois com ela foi criado o sistema de compensação de energia elétrica, que permite aos consumidores com sistemas conectados, serem compensados pela energia injetada na rede elétrica.

Funciona assim: o consumidor instala o sistema, composto de dois principais equipamentos, os módulos fotovoltaicos (popularmente conhecidos como placas solares) e o inversor interativo , em sua casa ou empresa e o conecta à rede elétrica da distribuidora.

A luz do sol que incide sobre os módulos é convertida em energia elétrica, através das células fotovoltaicas dos quais são compostos, e enviada em corrente contínua (CC) até o inversor, que a converte em corrente alternada (CA), tipo padrão da nossa rede.

Após convertida, a energia elétrica é enviada ao quadro de distribuição e pode ser usada para alimentar qualquer aparelho elétrico do imóvel e, se nem toda a energia for consumida, o excedente é injetado na rede, gerando os chamados créditos energéticos.

Como os sistemas dependem de luz do sol para gerar energia, em momentos de pouca ou nenhuma radiação solar a energia elétrica consumida no imóvel continua vindo da rede da distribuidora.

Através da instalação de um relógio bidirecional, é possível, ao final de cada mês, realizar a conta da energia injetada e consumida, com o crédito gerado por cada Watt injetado compensando cada Watt consumido.

Como os sistemas são projetados para gerar toda a energia do imóvel, através desses créditos o consumidor consegue economizar até 95% da sua conta de luz e, como eles ainda possuem validade de 5 anos, é possível compensar meses de pouca geração por aqueles de maior rendimento do sistema.

É extremamente simples e limpo, e está ficando mais acessível a cada ano.

Isso porque a tecnologia tem apresentado uma queda contínua de preços nos últimos anos, com um sistema completo para uma residência que consome entre R$250/mês de energia saindo, hoje, por pouco mais de R$14 mil, dependendo da região.

Esse é um ótimo investimento pois, com uma vida útil do sistema de no mínimo 25 anos, o consumidor consegue obter o retorno sobre ele entre 5 e 6 anos e ainda tem mais 20 anos de energia grátis.

Além disso, hoje já existem linhas de financiamento subsidiadas e facilitadas para a aquisição dos sistemas, que permitem parcelas no valor da economia a ser obtida com a conta de luz.

Somam-se a essas vantagens da energia solar os incentivos oferecidos para a geração distribuída, como a isenção de ICMS, PIS e COFINS para essa energia gerada pelo consumidor, fora a tão necessitada sustentabilidade que ela traz ao nosso país.

Até 2024, as projeções oficiais da Aneel apontam que serão mais de 886 mil consumidores gerando energia solar e fazendo uso dos créditos energéticos.

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Analista de Marketing
Redator e Tradutor