Com Crescimento Anual de 14% Da Energia Solar, Renováveis No Brasil Devem Subir 60 GW Até 2030

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Com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, o Brasil deverá dobrar a capacidade instalada de renováveis até o final de 2030, com destaque para a produção de energia solar fotovoltaica.

É o que indica o estudo da empresa inglesa de pesquisa GlobalData, divulgado no começo deste mês e poucos dias após a realização do último leilão de geração A-4 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), no qual foram contratados novos 400 Megawatts em renováveis.

De acordo com o estudo, a previsão é que a capacidade de energia renovável total do país cresça a uma taxa anual de 6% neste período, excluindo a energia de pequenas hidrelétricas.

Em números, isso fará com que a capacidade total de renováveis na matriz elétrica brasileira dobre em 11 anos, saindo dos atuais 31 Gigawatts (GW) para 60,8 GW em 2030.

Os maiores impulsionadores para isso, segundo o estudo, são os leilões de energia renovável realizados pelo governo, que a cada ano garantem mais capacidade de renováveis à matriz elétrica do país.

As análises também mostram que iniciativas governamentais de incentivos fiscais, medição inteligente, políticas favoráveis de acesso à rede e até mesmo as metas de descarbonização irão influenciar nessa transição.

Entre as fontes de maior destaque, o estudo mostrou que a solar fotovoltaica e a eólica terrestre serão as de maior crescimento anual, respectivamente 14% e 6%.

Prova disso é o resultado do leilão A-4 realizado no último 28 de junho, quando a energia solar atingiu os menores preços já negociados em um leilão do governo e, junto com a eólica, abocanharam a maior quantidade de projetos no certame. 

Segundo Arkapal Sil, analista do setor de energia da GlobalData, as novas capacidades instaladas da solar e eólica reforçam essa tendência de crescimento, porém o país ainda precisa superar muitos desafios, como a dependência na fonte hídrica e a carência por uma infra-estrutura de rede de energia robusta.