Aumento da Conta de Luz: Como Escapar da Inflação Gerada Pela Crise do Covid-19

aumento da conta de luz _ capa blog

Um novo aumento da conta de luz poderá durar por 5 anos devido ao empréstimo programado pelo governo para salvar as distribuidoras de energia durante a crise provocada pelo novo coronavírus, mas quem gera a própria energia pode ficar livre desse reajuste e ainda economizar na conta. Veja os detalhes.

No entanto, quem é brasileiro e paga as contas já sabe: todo ano é ano de aumento na conta de luz.

O novo aumento que surge em 2020 é só mais um que chega para piorar uma conta que já pesa no bolso de milhões de consumidores do país.

Enquanto isso, outros milhares de consumidores já conseguiram escapar dessa constante inflação ao começar a produzir a sua própria energia.

Neste artigo, irei te explicar os motivos que levaram a esse aumento das faturas e como você também pode ficar livre desse problema produzindo a energia que consome na sua casa ou empresa.

Não só isso, mas você também passa a economizar até 95% da conta de luz.

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simulador de energia solar

Coronavírus e o aumento da conta de luz em 2020

Em 2020, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) chegou ao Brasil e, assim como no resto do mundo, obrigou os governos dos estados a declararem período de quarentena para a população.

Com isso, a grande maioria dos comércios e indústrias teve que fechar as portas, o que levou a uma queda estimada de 20% do consumo de energia das distribuidoras.

Por outro lado, essa paralisação trouxe grandes impactos para a renda da maior parte dos consumidores residenciais.

A inadimplência disparou e cresceu cerca de 3 vezes em 30 dias, atingindo 12,9% dos consumidores e gerando um déficit de R$4,3 bilhões na arrecadação das distribuidoras.    

Porém, devido a crise, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decretou que estava proibido o corte da energia para esses consumidores pelo prazo inicial de 90 dias.

Também sofrendo os efeitos da paralisação, as grandes empresas e indústrias decidiram pleitear à Aneel a suspensão temporária das regras de seus contratos de energia.

Com as atividades paralisadas, porém ainda obrigadas a pagar a demanda contratada de energia, ela pedem que a conta passe a valer para apenas o que foi efetivamente consumido.

Todas essas reduções no fluxo de caixa acenderam o sinal de alerta para as distribuidoras do país, que recorreram ao Governo Federal para uma ajuda financeira.

A solução encontrada pela Aneel e o Ministério de Minas e Energia (MME) foi novamente a contratação de um empréstimo emergencial, como o realizado na última crise do setor, em 2014.

Na época, foram R$21 bilhões disponibilizados para as distribuidoras que geraram a Conta-ACR, encargo pago pelos consumidores na conta de luz e que aumentou o seu valor em 6% ao ano, entre 2015 e 2019.

Conta-Covid

Agora, o novo empréstimo deverá criar a Conta-Covid, como vem sendo chamada nos bastidores do governo, mais um encargo para encarecer a conta dos brasileiros.

O governo já publicou uma medida provisória que deu as condições para que esse empréstimo ocorra.

Ainda sem um valor definido, estima-se que a operação deverá contratar um valor entre R$17 e R$20 bilhões.

Da mesma forma como ocorreu em 2014, os bancos vão receber juros pelo empréstimo, que será pago durante 60 meses (5 anos).

Somente a Conta-Covid deverá gerar uma inflação estimada de 2,5% na tarifa de energia.

Porém, a crise do coronavírus trouxe outros impactos ao setor de energia que deverão reverberar no bolso dos brasileiros ainda em 2020.

Um deles é o aumento do dólar, que já chegou ao patamar de R$5,60 (24/04/20) e que influencia no custo da energia de Itaipu, fixado na moeda americana.

Assim, a energia da maior geradora do país deverá custar aos consumidores cerca de R$ 5 bilhões a mais neste ano.

Também teve a isenção da conta de luz por três meses para os consumidores atendidos pela tarifa social, com consumo de até 220 kWh por mês.

A medida, adotada pelo governo como forma de ajuda à população carente durante a crise, deverá custar R$1,2 bilhão e impactar no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) dos próximos anos.

O encargo, cobrado dos demais consumidores de energia elétrica, serve como subsídio para tarifas de baixa renda, custeio de geradores em regiões isoladas, entre outros. 

No final do ano passado, o orçamento da CDE para 2020 aprovado pela Aneel foi R$4,5 bilhões a mais que o anterior.

Por si só, isso já previa um aumento de 2,42% nas contas de luz em 2020.  

Solução para o aumento na conta de luz

Só existe uma maneira de ficar livre do aumento na conta de luz: produzir a sua própria energia.

Felizmente, essa é uma alternativa que está cada vez mais acessível a você através dos sistemas de energia solar fotovoltaica.

Mas, antes de explicar sobre essa tecnologia, preciso lhe mostrar quais as regras que possibilitam a você a gerar a sua energia. 

Geração Distribuída

A possibilidade de gerar a própria energia elétrica no Brasil surgiu em 17 de abril de 2012.

Foi nesse ano que a Aneel promulgou a sua Resolução Normativa 482 com o conjunto de regras do segmento de geração distribuída.

Nesse segmento, qualquer pessoa física (CPF) ou jurídica (CNPJ) pode instalar um micro ou minigerador próprio para produção da energia que consome.

A geração distribuída, como o próprio nome diz, é a geração de energia descentralizada.

Ou seja, é feita próxima ou na própria unidade consumidora (como uma residência).

Os geradores utilizados só podem ser alimentados pelas fontes alternativas de energia incentivadas pelo segmento, que são:

  • Solar;
  • Eólica;
  • Biomassa;
  • Hidráulica;
  • Cogeração qualificada.

Devido à grande disponibilidade da fonte e às maiores vantagens da tecnologia fotovoltaica, a energia solar liderou o segmento desde o seu início.

Hoje, mais de 99% dos geradores conectados são de sistemas fotovoltaicos conectados à rede (On-Grid).

Como a maioria dessas fontes possui caráter intermitente, ou seja, não estão disponíveis para a captação e geração a todo o tempo, foi criado o sistema de compensação de energia elétrica. 

Créditos Energéticos

Nesse sistema, toda energia gerada pelo consumidor e não consumida é injetada na rede e concedida à distribuidora como empréstimo, gerando créditos energéticos.

Esses créditos são utilizados para compensar a energia consumida da distribuidora em momentos de pouca ou nenhuma geração do gerador.

Como durante a noite em um sistema de energia solar.

É como uma “troca” entre a energia do gerador e a energia da rede.

Os créditos gerados podem ainda compensar a energia consumida em outros imóveis.

Para isso, é preciso que eles estejam sob a mesma titularidade do consumidor e dentro da área de concessão da mesma distribuidora.

Veja tudo sobre essa possibilidade no artigo completo Geração de Energia Solar: 3 Possibilidades.

Com validade de uso de 60 meses, esses créditos também podem ser armazenados para utilização futura.

Sistemas Fotovoltaicos

São os sistemas solares fotovoltaicos, então, que possibilitam a geração de energia elétrica através da luz do sol em uma casa ou empresa.

Para isso, a tecnologia faz uso de um conjunto de equipamentos que formam o kit de energia solar.

São dois principais equipamentos de um sistema fotovoltaico:

  • Placas Solares: captam a luz do sol e a convertem em energia elétrica (vida útil padrão de 25 anos);
  • Inversor interativo: adapta a corrente elétrica da energia gerada pelas placas ao padrão da nossa rede elétrica.

Confira o funcionamento desses sistemas na rápida animação abaixo:

Cada placa solar possui determinada capacidade de geração que, sozinha, é muito pouca para alimentar uma casa ou empresa.

Assim, uma quantidade delas precisa ser calculada para atender o imóvel e, quando juntas, formam o painel solar.

Quer saber quantas placas de energia solar você precisa para a sua casa ou empresa? Só acessar o simulador abaixo:

aumento conta de luz _ quantas placas solares para escapar disso

Como instalar um gerador solar e escapar do aumento da conta de luz? 

Para começar a produzir a sua energia é muito fácil.

São apenas 6 passos que te levam da vontade de economizar na conta até o momento de ter seu sistema instalado e gerando energia. Confira:

#1 Orçamento

O primeiro passo é solicitar o orçamento do seu sistema solar fotovoltaico.

Para isso será necessário informar alguns dados que permitam a elaboração do projeto real do sistema que você irá precisar para a sua casa, empresa, agronegócio, etc.

Com base nos dados enviados, a equipe técnica da empresa dimensiona cuidadosamente os equipamentos e serviços necessários para a instalação e lhe apresenta o valor final do seu projeto.

As grandes empresas de energia solar no Brasil oferecem esse serviço gratuitamente e de forma 100% on-line.

E a melhor delas está logo aqui abaixo. Só clicar e pedir seu orçamento grátis:

#2 Fechamento

Após receber o orçamento e negociar as formas de pagamento ou financiamento, é hora de realizar o fechamento do negócio.

A assinatura do contrato é feita de forma on-line, através de um moderno e seguro software que não exige nenhum tipo de assinatura no papel (apenas por smartphone) dispensando, então, a necessidade de encontro presencial.

No caso de financiamento para energia solar, os documentos bancários são também, na maioria das instituições financeiras, 100% on-line.

#3 Visita Técnica

A próxima etapa é a visita técnica no imóvel feita pela equipe da empresa, na qual são coletadas as informações que serão usadas para a realização do projeto.

Para isso, a equipe técnica da empresa irá até o local para realizar a visita técnica, quando são coletadas as informações necessárias para o dimensionamento e instalação do sistema.

São analisadas questões como o espaço disponível e condições do telhado para recebimento do grupo de placas solares.

Isso é feito através de drones, evitando que os técnicos precisem subir no telhado.

Para a escolha do local de instalação do inversor fotovoltaico, que leva poucos minutos em um local com pouquíssima circulação, existe um protocolo de segurança estipulado, não havendo necessidade de contato físico com o cliente durante esse processo.

#4 Projeto

Com a posse dessas informações, a empresa irá realizar o projeto executivo do sistema fotovoltaico que deverá ser entregue à distribuidora que atende o imóvel.

Nessa hora são utilizados softwares específicos para a análise de sombreamentos e outras condições que possam afetar a geração do painel solar.

#5 Instalação

A instalação do sistema é a etapa mais rápida de todo o processo e acontece quase que totalmente na parte externa.

Dependendo do porte do imóvel, ela pode ser realizada em até 2 dias por uma equipe de 3 instaladores.

Todos os equipamentos do sistema são instalados, testados e conectados, seguindo um protocolo de higiene e segurança.

O acabamento dado na instalação é um quesito que distingue uma boa empresa nessa hora.

Especialmente no inversor, que deve ficar visível e ao alcance do proprietário para acompanhamento da geração do seu sistema.

#6 Conexão

Por fim, o último passo para começar a sua economia com energia solar é a conexão do seu sistema à rede elétrica.

Essa parte é realizada pela própria equipe da distribuidora, que irá até o local para a vistoria da instalação.

Cabe aos técnicos averiguarem se as condições estão de acordo com o projeto apresentado pela empresa de energia solar.

Com tudo em ordem, a equipe então realiza a troca do relógio medidor pelo modelo bidirecional.

Esse relógio permite medir tanto a energia que vem da rede, como a energia injetada pelo sistema fotovoltaico.

Após realizar os últimos testes, a equipe irá conectar o seu sistema à rede elétrica e pronto!

Agora seu sistema já está funcionando e entregando 25 anos de imunidade contra o aumento da conta de luz. 

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