Rio de Janeiro, Amazonas e Pará Estão Entre as Regiões Onde Economia da Energia Solar Traz Retorno Mais Rápido

Rio de Janeiro, Amazonas e Pará Estão Entre as Regiões Onde Economia da Energia Solar Traz Retorno Mais Rápido
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Mais do que sustentabilidade ou qualquer outro motivo, o que leva milhares de brasileiros a apostarem todos os anos nos sistemas fotovoltaicos é o retorno financeiro que eles trazem.

Esse retorno, contudo, não se dá de forma igual para todos os consumidores, uma vez que vários fatores estão ligados ao payback de um sistema, sendo o principal deles a tarifa de energia cobrada pela distribuidora local.

E é com base nesse dado que a empresa de energia COMERC lança periodicamente o seu índice solar, no qual lista o ranking das capitais brasileiras onde a instalação de um sistema fotovoltaico conectado à rede traz maior economia mensal e, inversamente, um tempo de retorno do investimento menor.

Segundo o estudo, as cidades da Grande Rio, como é chamada a região metropolitana do estado do Rio de Janeiro, são as que apresentam o menor payback para um sistema de energia solar residencial entre todas as cidades do país, de 2,7 anos.

O resultado se torna óbvio ao analisarmos os dados do ranking de tarifas residenciais da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), onde as três primeiras tarifas mais caras são de distribuidoras do estado carioca.

A capital do Piauí, Teresina, ficou em segundo lugar entre os paybacks para consumidores de baixa tensão (residencial), com 2,78 anos, seguida de perto por Manaus, que fecha o top 3 com 2,79 anos.

Já para consumidores em média tensão, representados por comércio e pequenas indústrias e que pagam tarifas diferenciadas, o retorno mais rápido verificado foi na capital amazonense, onde o payback ficou em 4,53 anos.

Em segundo veio Goiânia, com 4,59 anos, seguida pelas cidades fluminenses, onde o retorno no sistema de geração solar fotovoltaica foi de 4,66 anos.

Segundo os responsáveis pelo estudo, os valores de payback, de uma forma geral, caíram em quase meio ano em relação aos valores calculados no último estudo, de agosto de 2018.

É possível traduzir esse resultado como uma prova não só do aumento no custo das tarifas das distribuidoras em todo o Brasil, mas também a queda dos custos da tecnologia, reflexo da sua popularização no Brasil e no mundo.

Confira a lista completa das cidades no site da empresa clicando aqui.