Guia Rápido de Como Ter Energia Solar Residencial E Acabar Definitivamente Com as Altas Contas de Luz

Guia Rápido de Como Ter Energia Solar Residencial E Acabar Definitivamente Com as Altas Contas de Luz
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A maneira mais rápida e segura de Como Ter Energia Solar Residencial é contratando os serviços de uma boa empresa do mercado, que irá cuidar de todos os processos técnicos e legais para te entregar o seu sistema já funcionado em conjunto com a rede elétrica da distribuidora. 

Você está contente com o preço que paga pela energia que consome em sua casa?

Para milhões de brasileiros, a resposta para essa pergunta é um grande e desgostoso “Não” e, por isso mesmo, grande parte deles busca hoje como ter energia solar residencial para se livrar da crise elétrica e das altas contas de luz.

Através dos chamados sistemas fotovoltaicos, que convertem diretamente a luz do sol em energia elétrica, milhares de casas brasileiras já estão gerando a própria energia e, consequentemente, economia ao bolso de seus moradores.

E é para você, morador residencial, que este guia é destinado, o qual irá explicar o funcionamento dessa tecnologia e o passo a passo para que você garanta seu telhado solar da forma mais rápida e segura.

Como Ter Energia Solar Residencial: Requisitos

O primeiro passo para você saber se pode gerar a sua própria energia solar residencial é conhecer os requisitos técnicos e legais que possibilitam a geração de energia em uma residência no Brasil.

Regras Para a Geração Solar Residencial

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é o órgão federal responsável pela criação, manutenção e aplicação das regras do chamado segmento de geração distribuída do setor elétrico.

Tudo começou em 2012, quando a Agência promulgou a sua Resolução Normativa 482 com as regras para a micro e minigeração de energia distribuída.

Neste segmento, qualquer pessoa física (CPF) ou jurídica (CNPJ) pode instalar um micro ou minigerador próprio para produção da energia que consome.

Nas atuais regras da ANEEL, microgeradores podem ter até 75 kilowatts (kW) de potência, enquanto minigeradores podem chegar a 5 Megawatts (MW) dependendo da fonte que os movem.

A maioria dos sistemas instalados em residências são do tipo microgeração, uma vez que o consumo desses imóveis geralmente demanda geradores de menor potência.

Embora a luz solar domine o segmento de geração distribuída desde a sua criação, ela não é a única das fontes renováveis incentivadas pela ANEEL.

São elas:

  • solar fotovoltaica
  • eólica
  • biomassa
  • hidráulica
  • ou cogeração qualificada (geradores híbridos movidos por duas ou mais dessas fontes).

Uma vez que mais de uma dessas fontes de energia renováveis são intermitentes, ou seja, que não se fazem disponíveis de forma contínua, criou-se o chamado sistema de compensação de energia elétrica.

Neste, toda a energia que um morador residencial ou comercial produza e que não tenha consumido é injetada na rede da distribuidora, que utiliza ela para outros fins e a devolve ao consumidor na forma de créditos energéticos.

Lembra que te falei que essas fontes são intermitentes?

Então, quando elas não estão disponíveis e o gerador não está funcionando, o morador precisa consumir a energia da rede, da mesma forma que fazia antes de instalar seu gerador.

A diferença é que agora ele tem créditos com a distribuidora, que serão usados exatamente para abater dessa energia que consumiu.

Como os geradores são projetados para produzir toda a energia consumida na casa ou empresa do morador, ele sempre terá créditos para abater tudo o que consumiu da rede no final do mês.

É dessa forma que é possível zerar o consumo de energia da distribuidora, obtendo uma redução de até 95% na conta de luz no final do mês.

Lembrando que a taxa de disponibilidade da rede, cobrada de todos imóveis ligados a rede elétrica e destinada a reparos e manutenções na mesma, ainda precisa ser paga e é a razão pela qual a fatura de energia, em si, não zera.

Mas é preciso ter telhado próprio para ter energia solar residencial? 

Não, segundo as regras da Aneel, é possível o arrendamento de telhados para a instalação de painel solar, como explica o instrutor da Blue Sol, Douglas Farias, no vídeo abaixo:

Modalidades de Geração Distribuída e as Formas de Gerar Energia Solar Para Sua Casa

Inicialmente pelas regras da RN 482, somente o consumidor que tivesse residência própria poderia instalar um sistema e usufruir dos créditos, fosse no imóvel onde eles foram gerados ou em outro de mesma titularidade.

Porém, em 2015, através da Resolução Normativa 687, a Aneel estabeleceu novas regras que permitiram a geração e/ou uso desses créditos em outros locais, além da possibilidade de união de dois ou mais consumidores.

Foram 3 novas modalidades de geração criadas através da RN 687, que são:

  • Empreendimento com múltiplas unidades consumidoras: condomínios residenciais e/ou comerciais onde moradores se unem para instalar um sistema central, com os créditos gerados usados para abater do consumo de cada participante e/ou da área comum do condomínio.
  • Geração compartilhada: união de consumidores (CPF ou CNPJ), através de consórcio ou cooperativa, para instalação de sistema gerador em local terceiro daqueles onde estão as unidades que receberão os créditos energéticos, devendo todas estarem dentro da mesma área de concessão da distribuidora;
  • Autoconsumo remoto: consumidor (pessoa física ou jurídica) que instala sistema gerador em sua unidade consumidora e utiliza o excedente de créditos para abater o consumo de outras propriedades de mesma titularidade e dentro da mesma área de concessão da distribuidora. 

Como Funcionam Os Sistemas Fotovoltaicos

Se você mora em grandes cidades ou mesmo se está no campo, talvez já tenha notado aquelas placas retangulares de cor azul ou preta sobre algum telhado vizinho.

Pois muito provavelmente se tratam das já populares placas solares fotovoltaicas, um dos equipamentos mais importantes dos chamados sistemas fotovoltaicos conectados à rede, ou On-grid, na terminologia em inglês.

Cada uma dessas placas é composta de dezenas de células solares fotovoltaicas que convertem a luz solar recebida em energia elétrica através de uma adaptação do fenômeno fotovoltaico, descoberto lá em 1839.

Um conjunto de placas solares compõem o chamado painel solar, que varia de tamanho conforme a necessidade energética de cada imóvel, uma pequena casa, por exemplo, necessita normalmente de apenas meia dúzia de placas.

Mas não é de apenas placas solares que um sistema fotovoltaico é feito, um outro e ainda mais importante de seus equipamentos é o inversor interativo.

É ele quem recebe a energia gerada pelo painel e a adapta para ser usada no imóvel, formatando ela ao padrão elétrico que utilizamos em nossas tomadas.

Cabe ao inversor, também, exportar a energia não consumida para a rede elétrica e puxar a dela quando o sistema não está produzindo energia suficiente, como por exemplo durante a noite.

Confira na rápida animação abaixo como é que funciona um sistema fotovoltaico residencial conectado à rede:

Kit Para Produzir Energia Solar

Embora tenha falado sobre o painel solar e o inversor interativo, eles não são os únicos componentes de um sistema fotovoltaico e não compõem o chamado kit solar.

Um kit solar, portanto, é o conjunto de equipamentos fotovoltaicos necessários para que se consiga produzir energia solar de forma correta.

Um kit de energia solar residencial deverá conter mais de um dos equipamentos listados abaixo: 

  • Painel Solar Fotovoltaico: é o conjunto de módulos fotovoltaicos (visto que mais de um deles são geralmente necessários para gerar a energia suficiente) que ficam expostos sob, e captam, a luz do sol, convertendo esta através de suas células fotovoltaicas. Os módulos a venda no mercado são compostos de 60 ou 72 células cada.
  • Inversor Fotovoltaico Interativo: é o “cérebro” de um sistema fotovoltaico e considerado o seu principal equipamento, pois converte a energia gerada pelas placas no tipo de energia que consumimos de nossas tomadas (de corrente contínua para corrente alternada) e também responde por alocar a energia não consumida na hora.
  • Caixa de Junção / String box: conjunto de componentes para proteção dos módulos contra surtos de redes e demais danos elétricos, como também a chave de acesso para desligamento do sistema no caso de reparo. 
  • Estruturas de suporte e ancoragem: são os trilhos e demais componentes necessários para fixas os módulos sobre o telhado, ou, caso forem ficar sobre o solo, as estruturas de suporte com a altura adequada.
  • Cabeamento: todo o conjunto de cabos e conectores para fazer a ligação elétrica entre os equipamentos do kit de energia solar fotovoltaica.

Sistemas Fotovoltaicos Isolados da Rede (A Verdade)

Existem também os sistemas fotovoltaicos isolados da rede elétrica, ou off grid, como são chamados em inglês, que utilizam ainda os seguintes equipamentos:

  • Banco de baterias: como os sistemas só geram energia durante o dia, essas baterias são abastecidas durante as horas de sol e, a noite, quando o sistema não tem geração, elas suprem o consumo.
  • Controlador de carga: equipamento que gerencia o carregamento das baterias, alimentando estas da melhor forma e evitando desperdícios e sobrecargas.

Essa é a forma de se livrar definitivamente da distribuidora de energia, mas…é só para quem pode esbanjar.

A questão é que a tecnologia das baterias solares disponíveis aqui no Brasil é arcaica em comparação a dos sistemas fotovoltaicos, com um terço de sua vida útil.

Enquanto um painel solar dura mais de 25 anos produzindo energia, um conjunto dessas baterias é capaz de armazenar energia por no máximo 7 anos, sem contar o seu preço bem salgado.

É por essa razão que os sistemas isolados nem se comparam em número aos sistemas conectados à rede aqui no Brasil, sendo mais de 84 mil deles segundos os últimos dados da ANEEL.

Vantagens da Energia Solar

Até aqui eu te mostrei todo o funcionamento dos sistemas fotovoltaicos e como eles são uma solução viável para produzir energia solar para a sua casa ou empresa.

Mas quais são as vantagens nisso? Porque gerar energia solar e não continuar consumindo a energia da rede elétrica? 

Confira abaixo algumas das principais vantagens em se gerar energia solar:

  • Economia de até 95% na conta de luz;
  • Proteção contra a inflação energética;
  • Vida útil do painel solar acima de 25 anos;
  • Pouca manutenção durante a sua vida útil;
  • Rápido retorno sobre o investimento (ROI – média de 5 anos);
  • Geração 100% limpa e silenciosa; 
  • Valorização do imóvel.

O Passo a Passo De Como Ter Energia Solar Em Sua Casa

Agora que você conhece o funcionamento da tecnologia, veja quais são os 3 simples passos que você precisa tomar para adquirir seu sistema e começar a produzir a sua energia solar:

Simulação do Seu Sistema

Como a quantidade de energia que cada pessoa ou família consomem varia entre si, os sistemas devem ser projetados e instalados especificamente para cada um.

O primeiro passo para você adquirir seu sistema de energia solar, então, é conseguir estimar o tamanho do gerador que você irá precisar para a sua casa ou empresa.

Embora o seu consumo elétrico e a tarifa de energia possam ser conhecidos através da sua fatura de energia, outros fatores mais específicos são considerados para esse cálculo, como média de radiação solar local, entre outros.

Por meio de uma calculadora solar, entretanto, é possível a você estimar com grande precisão o tamanho e potência do seu sistema, além da economia que poderá obter com a energia solar.

Pelo botão abaixo você tem acesso imediato ao simulador solar da Blue Sol, a melhor e mais assertiva ferramenta do mercado para estimativas de custo de energia solar.

Com apenas algumas informações você consegue receber, na hora, a estimativa de custo e tamanho de um sistema capaz de atender o seu consumo elétrico, confira:

energia solar uberlandia _ simulador gratuito

Orçamento do Seu Sistema

Agora que você já estimou o tamanho do seu sistema e o quanto poderá economizar com ele, é hora de dar o próximo passo e solicitar orçamento do seu projeto de energia solar residencial ou empresarial junto a uma empresa de energia solar.

Em contato com a equipe comercial e técnica da empresa, você poderá sanar todas as dúvidas que tiver em relação ao sistema, conhecer as marcas e modelos dos equipamentos comercializados e negociar as formas de pagamento e opções de financiamento.

Com a proposta fechada, a empresa dará seguimento no processo, realizando a visita técnica no local para a coleta das informações necessárias para a realização do projeto executivo e futura instalação do seu sistema, assim como a entrada na documentação para solicitação de acesso junto à rede da distribuidora. 

Instalação e Conexão do Seu Sistema

Após finalizar o projeto do sistema e com todos os equipamentos já entregues no local, o último passo para a sua economia é a instalação e conexão do seu sistema junto à rede da distribuidora.

O processo de instalação de energia solar começa com a fixação do trilho de sustentação e dos módulos no telhado, quando se agrupa o conjunto de placas para a formação do painel solar.

Feito isso, segue então a instalação do inversor fotovoltaico no local já pré-definido no projeto, sendo que este equipamento deve ficar em local protegido e de fácil acesso, como uma garagem coberta, por exemplo.

Concluída toda a instalação mecânica e elétrica do sistema, que normalmente leva entre 3 a 4 dias para um sistema residencial, caberá então a distribuidora realizar a vistoria do sistema e, estando tudo de acordo com o projeto apresentado, realizar a conexão do sistema e a troca do relógio pelo modelo bidirecional.

E pronto! Com o seu sistema conectado e funcionando, agora é só aproveitar e consumir a sua energia com a tranquilidade de quem sabe que não irá receber uma alta conta de luz no final do mês.


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