Puxada Pela China, EUA e Índia, Demanda Global Por Energia Aumenta 4% em 2018

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Em todo o mundo, o crescimento do consumo de energia foi quase o dobro da taxa média de crescimento registrada desde 2010.

A China, os EUA e a Índia juntos representaram quase 70% do aumento da demanda global de energia, segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, ou IEA na sigla em inglês).

Apesar do salto na capacidade de geração de energia renovável, a geração a partir de usinas a carvão e a gás ainda aumentou consideravelmente, elevando em 2,5% as emissões de CO2 do setor de geração.

A China foi responsável por mais de 40% da nova capacidade de geração de energia renovável, seguida pela Europa, com 25%. Os EUA e a Índia juntos contribuíram com um adicional de 13%, informou a IEA em seu relatório Global Energy & CO 2 Status Report.

O aumento na demanda de energia foi impulsionado principalmente por uma economia global robusta, bem como maiores necessidades de aquecimento e resfriamento em algumas partes do mundo, de acordo com o relatório.

O gás natural emergiu como o combustível de escolha, respondendo por quase 45% do aumento na demanda total de energia.

A demanda por todas as fontes de energia aumentou, com os combustíveis fósseis atingindo quase 70% de crescimento pelo segundo ano consecutivo. A geração solar e eólica registrou crescimento de dois dígitos, com apenas a energia solar aumentando em 31%.

Como resultado do maior consumo de energia, as emissões globais de CO 2 relacionadas à energia aumentaram para 33 gigatoneladas, um aumento de 1,7%, disse a IEA.

Com o aumento das emissões de todos os combustíveis fósseis, o setor de energia foi responsável por quase dois terços do crescimento das emissões.

A geração de energia movida a carvão continuou a ser o maior emissor individual, respondendo por 30% de todas as emissões de dióxido de carbono relacionadas à energia.

A China, a Índia e os EUA responderam por 85% do aumento líquido de emissões, enquanto as emissões caíram para a Alemanha, o Japão, o México, a França e o Reino Unido.