Instalações de Sistemas Fotovoltaicos Em 2019 Já Representam Mais de 90% do Volume de 2018

Instalações de Sistemas Fotovoltaicos Em 2019 Já Representam Mais de 90% do Volume de 2018
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Seja pela vontade de economia, pelas facilidades atuais na aquisição da tecnologia ou um reflexo das possíveis alterações nas regras de geração, o fato é que os brasileiros estão investindo mais do que nunca na energia solar.

Segundo os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que criou e controla o segmento de geração distribuída no Brasil, foram 31.896 novos sistemas fotovoltaicos conectados á rede até o final de junho, divididos entre micro e minigeradores.

Isso representa 90,77% de todo o volume instalado em 2018, quando foram 35.139 sistemas comissionados à rede, e 91,85% da potência instalada, sendo cerca de 361 Megawatts (MW) até este ano em comparação aos 393 MW de 2018.

Em investimentos, esse volume já se aproxima dos 4 bilhões movimentados pelo mercado de energia solar distribuída em 2018, segundo informou o estudo da empresa Grenner referente ao 1º semestre de 2019 do segmento.

Vários fatores podem ser apontados para este aumento significativo no número de instalações. Um dos principais são as linhas de financiamento em energia solar oferecidas por bancos públicos e privados.

Com taxas e prazos bem atrativos, essas linhas de crédito têm permitido a mais consumidores gerarem a própria energia, em especial empresas, sendo a forma de pagamento escolhida por 39,6% delas, de acordo com o estudo da Grenner.

A queda dos preços da tecnologia fotovoltaica é outro fator relacionado ao crescimento nas instalações, com 12% de depreciação registrado nos custos dos kits de energia solar no primeiro semestre.

Mas, acima de tudo, é o preço salgado da energia no Brasil que leva esses milhares de consumidores a tomarem para si o controle sobre a energia de sua casa ou empresa.

As distribuidoras, que a cada ano perdem mais receita devido aos novos “prosumidores”, estão insatisfeitas e já pressionam a ANEEL para que altere as regras do segmento, as quais alegam ser prejudiciais aos consumidores sem geração distribuída.

Essas possíveis mudanças, embora não sejam o fim das vantagens na instalação de placas solares, poderão aumentar o prazo de retorno sobre o investimento em energia solar, chamado de payback.

Mas, enquanto o setor aguarda por uma posição da ANEEL, consumidores atentos se apressam para garantir seu sistema ainda sobre as regras atuais da Resolução Normativa 482.

Juntos, esses fatores deverão continuar impulsionando as instalações neste ano, levando o mercado a atingir R$5,2 bilhões de investimentos e gerar cerca de 15 mil empregos, segundo as projeções da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).