Energia solar foi a que mais empregou no setor de renováveis em 2019

Além dos benefícios sustentáveis, as fontes de energia renováveis seguem ajudando no desenvolvimento socioeconômico com a criação de milhões de empregos ao redor do mundo.

Em 2019, foram 11,5 milhões de vagas de trabalho segundo o mais recente levantamento feito pela IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável).

De acordo com o estudo, o segmento de energia solar fotovoltaica foi o que mais empregou no ano passado, com 3,8 milhões de trabalhadores, um terço do total.

A tecnologia também liderou os empregos criados em projetos fora da rede, os quais seguem crescendo apesar do total ainda baixo, segundo informou a IRENA.   

Em segundo lugar ficou o setor de biocombustíveis, com 2,5 milhões de empregos, embora a grande maioria das vagas seja de baixa qualidade na cadeia de abastecimento agrícola. 

Os setores de energia hidrelétrica e eólica ficaram em terceiro e quarto lugar, com cerca de 2 milhões e 1,2 milhão de empregos, respectivamente.

“A adoção de energias renováveis cria empregos e aumenta a renda local nos mercados de energia desenvolvidos e em desenvolvimento”, disse o diretor-geral da IRENA, Francesco La Camera.

Mais uma vez a liderança mundial em empregos renováveis ficou com a Ásia, que registou 63% do total de vagas criadas em 2019.

Por sua vez, o Brasil alcançou pela primeira vez na história uma colocação entre o Top 10 dos países que mais empregaram no setor de energia solar fotovoltaica.

Segundo apurado pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o país empregou 60 mil profissionais no ano passado, ocupando a 8ª colocação no ranking.

Um dado positivo mostrado pelo estudo é maior inclusão e melhor equilíbrio de gênero presente nos setores de energia alternativa em comparação aos de combustíveis fósseis.

De acordo com o relatório, 32% do total de empregos renováveis foram ocupados por mulheres, enquanto no setor de combustíveis fósseis essa participação foi de 21%.

Embora os empregos em renováveis tenham crescido de forma encorajadora, a IRENA ressalta que esse número pode ser ainda maior se os países adotarem medidas para impulsionar a transição sustentável de suas matrizes elétricas.

Para isso, a agência afirma que são essenciais políticas abrangentes, lideradas por medidas de educação e treinamento, intervenções no mercado de trabalho e políticas industriais que apoiem a alavancagem das capacidades locais para sustentar a expansão dos empregos renováveis.