Energia Solar no Brasil: Novos Estudos Fomentam Sua Aplicação No País

Energia Solar no Brasil: Novos Estudos Fomentam Sua Aplicação No País
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Nos últimos anos, o mundo inteiro vem testemunhando o avanço na utilização de fontes renováveis para a geração limpa de energia elétrica e, quando falamos do Brasil, país com alta abundância dessas fontes, muito ainda precisa ser feito para alcançarmos uma relevância nessa tendência mundial.

Um país rico em recursos naturais e com alta possibilidade de constituir uma matriz energética diversificada, o Brasil, no entanto, ainda é fortemente dependente de seus rios para gerar a sua energia, com a fonte hídrica respondendo por 61% de toda energia gerada.

Quando falamos em energia solar, fonte mais abundante no país, embora esteja em forte crescimento desde 2012 no segmento de geração distribuída, com mais de 13 mil consumidores gerando sua própria energia através de sistemas fotovoltaicos próprios, no segmento de geração centralizada esse ritmo já não é tão acelerado.

Atualmente, o setor de energia solar no Brasil conta com apenas 53 usinas solares instaladas e em operação, o que representa uma participação mínima no total da matriz elétrica do país, ou mais precisos 0,11%.

Além destes, outros 38 projetos de parques solares estão em construção e mais 68 deles já estão contratados, mas precisam ainda sair do papel, o que, se tudo der certo, deverá ocorrer durante os próximos anos e aumentará a participação da fonte na geração elétrica nacional.

Porém, com os elevados índices de radiação solar atingindo grandes partes do nosso território a uma variação anual mínima, os esforços para alavancar essa tecnologia e agregar maior sustentabilidade em nosso país ainda são insuficientes e menores do que o de países vizinhos, como o Chile, que ficou entre os 10 países que mais instalaram energia solar em 2016.

Estudando Para Ampliar

Agora, no entanto, novos estudos já realizados ou propostos e com desenvolvimento nos próximos meses, chegam para expor esse potencial da fonte solar no Brasil, assim como elaborar projetos e criar soluções inovadoras para, com o uso da solar e outras renováveis, trazer maior eficiência energética.

O primeiro desses estudos lançados foi a segunda edição do Atlas Brasileiro de Energia Solar, realizado e publicado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com a participação de pesquisadores de várias instituições brasileiras, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Segundo o estudo, realizado com informações coletadas durante 17 anos, o potencial da fonte solar no Brasil é gigantesco, em especial no chamado “Cinturão Solar”, área que vai do Nordeste ao Pantanal.

Outras pesquisas deverão surgir graças ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 696/2015, de autoria do senador Cristovam Buarque e que foi aprovada este mês pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), seguindo agora para a Comissão de Infraestrutura (CI).

Como consta na PLS, distribuidoras, geradoras e transmissoras de energia elétrica deverão aplicar parte de sua verba destinada às áreas de desenvolvimento e inovação para a criação de pesquisas e projetos ligados as fontes de geração elétrica limpa.

Entre os projetos, destacam-se: redes elétricas inteligentes, armazenamento de energia, eficiência energética, tecnologia de baixo carbono e as fontes eólica, solar, biomassa, hídrica e cogeração qualificada.

Em relação a infraestrutura, nada adianta construir várias usinas elétricas, sejam solares, eólicas ou qualquer outra, se não houver linhas de transmissão para escoar essa energia, e essa expansão necessária no país foi o tema de estudo realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Intitulado “Estudo Prospectivo para Escoamento do Potencial Solar das Regiões Norte e Noroeste de Minas Gerais”, a pesquisa analisa os aspectos técnicos e econômicos, assim como as questões socioambientais, para a expansão do sistema de transmissão necessário para o escoamento da energia gerada por futuros empreendimentos solares nessas regiões do Estado.

São Paulo

Com uma abrangência regional, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) irá financiar US$600 mil, cerca de R$2 milhões, para contratação de estudos e serviços de consultoria para avaliar o potencial da fonte solar no Estado paulista e sua aplicação em prédios públicos.

O projeto é fruto do convênio de cooperação técnica firmado entre o Banco e a Secretaria de Energia e Mineração do Governo, com duração de três anos e que já foi autorizado pelo governador Geraldo Alckmin, através de publicação no Diário Oficial do Estado.

Além da tecnologia fotovoltaica, o acordo também prevê o financiamento pelo banco para a estudos do potencial de geração elétrica a partir de resíduos sólidos urbanos (RSU) e a criação de um projeto dessa fonte dentro do Estado.

Com todos esses estudos sendo feitos e disponibilizados para as autoridades tomadoras de decisões, esperamos que, no futuro, mais projetos voltados ao uso das fontes renováveis e de baixo impacto, como a solar, sejam cada vez mais uma realidade em nosso país.

Fonte de Informação: Ambiente Energia – Site / Site    Portal Brasil – Site     Setor Energético – Site

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Analista de Marketing
Redator e Tradutor