Cresce o Uso da Energia Solar Fotovoltaica Para Projetos de Usinas Flutuantes

Cresce o Uso da Energia Solar Fotovoltaica Para Projetos de Usinas Flutuantes
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A energia solar está em todo lugar; qualquer que seja a localidade onde o sol jogue a sua luz, lá terá uma fonte limpa de energia pronta para ser captada, seja o telhado de uma casa, empresa ou mesmo na superfície de grandes reservas d’água.

E é essa última opção que, através da tecnologia de usinas solares flutuantes, está se tornando uma tendência mundial para projetos centralizados de geração elétrica pela solar fotovoltaica.

A tecnologia é muito simples: por meio do uso de estruturas flutuantes, os módulos fotovoltaicos são colocados sobre as águas de represas, lagos ou até mesmo reservatórios de usinas hidrelétricas, dispostos um ao lado do outro, assim como em uma usina em terra.

A grande (e vantajosa) diferença nesses projetos vem exatamente dessa proximidade com a água, que traz benefícios tanto para o arranjo fotovoltaico (conjunto de placas) como para o reservatório em si.

Por estarem perto da linha d’água, os módulos conseguem obter maior resfriamento e, assim, aumentar a sua eficiência na conversão da luz em energia e, ao mesmo, a larga extensão do projeto acaba servindo como uma proteção, evitando a evaporação da água.

Essas vantagens, aliadas a falta de terras para a implantação da tecnologia por alguns países, fez com que esse tipo de instalação passasse de um nicho há apenas alguns anos atrás, para uma tendência hoje no mundo, o qual já contabiliza mais de 1 gigawatt de usinas solares flutuantes.

Na segunda metade de 2018, foram diversos anúncios feitos para projetos flutuantes, incluindo um de 47 megawatts no Vietnã e outro de 17 MW no sul da França, além de um mega projeto híbrido (terra/água) na Ucrânia.

Dois grandes países liderando a expansão da tecnologia fotovoltaica no mundo, China e Índia também se preparam para investir forte nessa nova tecnologia.

Enquanto a Índia prometeu leilões para contratação de, pelo menos, 10 GW desses projetos, na China os vários projetos que haviam sido anunciados nos últimos anos acabaram estagnados devido ao corte de subsídios da fotovoltaica anunciado pelo país no final de maio deste ano.

Mesmo sem a China, entretanto, a Ásia ainda é a região de maior potencial para a implantação desses projetos, enquanto a Holanda, que apresenta todas as características viáveis a essa tecnologia, deverá registrar até 2 GW de usinas flutuantes até 2023, segundo analistas.

No Brasil, o primeiro projeto a contar com essa tecnologia foi a usina solar híbrida instalada em 2014  junto a usina hidrelétrica de Porto Primavera, na cidade de Rosana, estado de São Paulo (imagem).

Comissionado pela CESP (Companhia Energética de São Paulo), a usina conta com duas plantas de módulos fotovoltaicos flutuantes de 25kW cada, uma com 100 placas rígidas de 250 W e outra com 144 módulos flexíveis de 144 W, além das duas plantas instaladas em terra, uma de painéis rígidos e outra de flexíveis, ambos de 250 kW cada. 

Todos esses módulos geram uma potência mensal de 101.522 kWh (quilowatt-hora), o suficiente para abastecer mais de mil casas com consumo de até 100kWh.

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Analista de Marketing
Redator e Tradutor