O Que Falta Para Você Gerar Energia Solar? As 3 Razões Definitivas Porque Você Deve Começar Agora

O Que Falta Para Você Gerar Energia Solar? As 3 Razões Definitivas Porque Você Deve Começar Agora
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Que ela possibilita economia na conta de luz, todos já sabem, mas existem outras boas e importantes razões porque agora é o momento de gerar energia solar e produzir a sua própria energia elétrica através dos sistemas fotovoltaicos.

Enquanto o preço da energia elétrica no Brasil continua a subir devido a interminável crise do setor elétrico, muitos consumidores ainda se mantém resistentes e se perguntam se agora é o momento de gerar energia solar.

Declarações como, “mas ainda é muito caro” e “demora muito para dar retorno” são comuns por grande parte dos brasileiros quando perguntados sobre a tecnologia das placas solares.

Todas essas inseguranças, no entanto, se dissolvem quando eles são apresentados à realidade atual da tecnologia no país, que segue crescendo sua participação e alimentando as casas e empresas dos brasileiros.

São mais de 40 mil deles, até o presente momento, gerando a sua própria energia através dos sistemas fotovoltaicos conectados à rede (On-Grid), uma relação de 25 anos de economia com a redução de até 95% na conta de luz.

Como Funciona a Geração de Energia Solar

Mas, caso você ainda não conheça como funciona a energia solar fotovoltaica, vai aí uma rápida explicação:

  1. O conjunto de placas fotovoltaicas, ou painel solar, é instalado no telhado da sua casa ou empresa, onde capta a luz do sol e a converte em energia elétrica através do efeito fotovoltaico;
  2. Essa energia é gerada em corrente contínua e enviada ao inversor fotovoltaico, principal equipamento do sistema responsável por converter essa energia para corrente alternada (padrão no qual a utilizamos em nossos aparelhos eletrônicos) e enviá-la para o quadro de luz para ser distribuída pelo imóvel;
  3. Os sistemas são conectados à rede elétrica e, caso não haja consumo no momento em que foi gerada, a energia é enviada pelo inversor para ser injetada na rede elétrica e “emprestada” a sua distribuidora;
  4. Isso gera créditos energéticos para você, os quais serão utilizados para abater da energia que você irá consumir da rede quando o seu sistema não estiver produzindo, ou seja, a noite.
  5. Através de um relógio bidirecional instalado junto ao sistema, a distribuidora consegue contabilizar toda a energia que entrou e saiu da rede e, ao final do mês, informa estes valores na sua conta de luz.
  6. Em meses de muita geração, os créditos sempre serão suficientes para suprir todo o consumo da rede e até mesmo sobrar, ficando como saldo positivo de créditos com 5 anos de validade.

Esse sistema de créditos é fruto da legislação atual do segmento de geração distribuída, estabelecida e mantida pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) através das suas Resoluções Normativas 482 e 687.

Porque a Hora de Gerar Energia Solar é Agora

Quando comparamos as vantagens e desvantagens da tecnologia de energia solar fotovoltaica em relação as demais fontes que permitem gerar a própria energia elétrica, vemos que ela é, de longe, a mais atraente.

Não é toa que, exatamente por isso, ela é a campeã invicta do segmento de geração distribuída, com 99% de representação entre os micro e minigeradores espalhados pelos país.

Entre as principais vantagens de se utilizar os sistemas fotovoltaicos para gerar energia elétrica, estão:

  • Economia de até 95% na conta de luz;
  • Proteção contra a inflação energética;
  • Valorização do imóvel perante a um sem geração própria;
  • Tecnologia com 25 anos de vida útil;
  • Grande disponibilidade da fonte (luz do sol);
  • Geração elétrica segura e silenciosa;
  • Sistema com pouquíssima manutenção e resistente a intempéries.

Existem, no entanto, 3 motivos para que os interessados na energia solar o façam agora mesmo, ao invés de esperar para depois. Confira:

#1 Preços da Tecnologia

Um dos fatores que mais impactam a decisão dos consumidores interessados em adquirir os sistemas fotovoltaicos é o preço, devido ao alto investimento inicial, mas este nunca esteve tão baixo.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a tecnologia apresentou uma depreciação de 75% nos últimos 10 anos, devido a sua popularização e aperfeiçoamentos nas técnicas de produção.

Um sistema de energia solar residencial de pequeno porte (2 kWp), por exemplo, custava cerca de R$ 20.900,00 em junho de 2016. Em junho de 2018, esse mesmo sistema saía em torno de R$14.080,00.

Já um sistema de médio porte, com 4 kWp, sai hoje por cerca de R$20.600,00, enquanto que no 1º semestre de 2016, ele custava aproximadamente R$35.080,00.

Esses valores foram baseados nos dados do último relatório do mercado de geração distribuída brasileiro, realizado pela empresa de pesquisa Greener, que apresenta o preço do Watt instalado para cada porte de sistema.

Essa acentuada queda nos preços, entretanto, tende a desacelerar nos próximos anos, com os valores ainda decrescentes, mas em proporções menores.

Mas, quando comparamos com o retorno financeiro que um sistema de energia solar traz ao seu proprietário durante os 25 anos de sua vida útil, vemos que o custo já não é tão alto assim. 

#2 Linhas de Financiamento

Um outro antigo empecilho para os consumidores que desejam gerar a sua própria energia solar eram os meios de concretizar esse sonho.

Isso porque, até pouco tempo atrás, linhas de crédito para aquisição e instalação de energia solar por meio dos sistemas fotovoltaicos eram praticamente inexistentes ou apenas para consumidores de grande porte.

Felizmente, tudo isso mudou desde então e, hoje, os brasileiros, sejam pessoas físicas ou jurídicas, contam com diversas e ótimas linhas de financiamento para a aquisição dos sistemas.

Oferecidas por bancos públicos e privados, essas linhas contam com prazos e taxas bem atrativas, possibilitando, em alguns casos, parcelas no mesmo valor que a economia obtida na conta de luz.  

No entanto, muitas das linhas são resultado do aporte oferecido por fundos constitucionais de financiamento do governo e de bancos de fomento, como o BNDES, que visam estimular a expansão da tecnologia fotovoltaica ainda incipiente no Brasil em comparação as demais.

Assim, uma vez que a tecnologia continue sua expansão no país até conquistar uma participação mais significativa na matriz energética, algumas dessas linhas incentivadas podem vir a serem descontinuadas daqui uns anos.  

#3 Alterações na Geração Distribuída

Mas, a principal razão que prova que o momento de transicionar para energia solar é agora, é a possível alteração das regras da Resolução Normativa 482 da Aneel para o próximo ano de 2019.

Essas alterações estão sendo solicitadas pela Abradee (Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica) e preveem o pagamento pelo uso da rede elétrica pelo consumidor que tenha o sistema instalado em seu imóvel.

De acordo com as regras atuais, o consumidor que instala o sistema precisa pagar apenas pela taxa mínima da distribuidora, referente aos custos de manutenção da rede, além de qualquer consumo da mesma que não venha a ser compensado pelos créditos gerados.

Segundo a Associação das distribuidoras, essa regulamentação vigente prejudica os consumidores que não participam do segmento distribuído, pois esse custo acabaria, no futuro, sendo repassado a eles.

A questão, no entanto, é totalmente refutada pela Absolar, que está em debate acirrado com as distribuidoras e diz que estas não levam em consideração os benefícios que os consumidores gerando a própria energia trazem ao país e ao setor elétrico.

Além disso, segundo a Absolar, considerando as projeções oficiais da Aneel para a geração distribuída, até 2024 seriam 886.700 consumidores integrantes ao segmento, o que representaria apenas 0,9% do mercado consumidor total.

Caso essas alterações entrassem em vigor, embora não fossem acabar com as vantagens da tecnologia, elas iriam aumentar em cerca de 3,5 anos o tempo médio de retorno sobre o investimento no sistema.declaração foi feita por Carlos Alberto Calixto Mattar,  da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

Independentemente de qual lado vença, o importante é que, conforme a declaração feita pelo superintendente de regulação dos serviços de distribuição da Aneel,  possíveis alterações serão válidas apenas para as novas conexões, pois os direitos de quem já tem o sistema instalado não poderão ser retirados.

Analista de Marketing
Redator e Tradutor