Cresce número de consumidores interessados por energia solar na quarentena

Segundo uma nova pesquisa realizada nos EUA, houve crescimento de 13% no número de pessoas que passaram a se interessar pelos sistemas de energia fotovoltaica.

Fruto da colaboração entre a LG e a empresa The Harris Pool, a pesquisa surge como uma luz para o setor solar americano, que sofreu um duro impacto nas vendas no começo da pandemia.

O mesmo efeito foi sentido no segmento brasileiro de Geração Distribuída (GD), que em abril registrou queda de 37,39% nas novas conexões em relação ao mês de março.

Com 10.244 instalações, segundo os dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), abril foi pior mês do ano para a GD, mas que ainda superou em 27,5% o mesmo período de 2019.

Uma situação que agora começa a melhorar no mercado americano, no qual os pedidos de orçamento e simulação on-line dispararam nos últimos meses.

“Há mais pessoas olhando para a energia solar do que antes”, afirma Garry Wicka, vice-presidente de Marketing da LG, que nos EUA trabalha com a venda e instalação de sistemas fotovoltaicos.

Durante os meses de maio e abril, as solicitações no site da empresa cresceram 44%, enquanto o tráfego aumentou 50% em relação ao mesmo período do ano passado.

“É um sinal muito bom”, diz Wicka, informando ainda que esse mesmo aumento de pedidos foi reportado por outros importantes sites de energia solar do país, como o Energy Sage.

Um dado de mercado interessante revelado pela pesquisa foi o dobro de consumidores pais entre os interessados na compra do sistema, 14% em comparação aos 7% não pais.

“A pandemia fez as pessoas pensarem sobre a energia solar de maneira um pouco diferente”, afirma Wicka.

Ele diz que, além da economia, mais do que nunca os consumidores veem o sistema de energia solar como uma garantia energética e imunidade contra a inflação energética.

São especialmente essas vantagens que atraem os brasileiros, cansados da constante inflação energética no país, para o sistema de placa de energia solar.

Inflação já garantida pelos próximos cinco anos, agora que o novo empréstimo emergencial do governo para socorrer as distribuidoras durante a pandemia está prestes a sair.

Estimado entre R$12 e R$17 bilhões, o empréstimo irá criar a conta-Covid, como foi apelidada, que irá trazer aumentos de até 20% na conta dos mais de 80 milhões de consumidores de energia do Brasil.

Esse cenário leva a crer que a recuperação americana pode ser um vislumbre do mercado brasileiro daqui a alguns meses, à medida que mais consumidores começarem a descobrir a solução da fotovoltaica.

“O que vemos é uma recuperação muito boa surgindo”, diz Wicka. “Acho que você verá, quando essa incerteza começar a diminuir, as pessoas vão olhar para a energia solar e dizer ‘eu não gostei de ter esse sentimento de incerteza quando [o Covid-19] aconteceu. Quero ter certeza. “

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