Painel solar de alto desempenho: pesquisas inovam a tecnologia

Painel solar de alto desempenho: pesquisas inovam a tecnologia
Painel solar de alto desempenho: pesquisas inovam a tecnologia
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O painel solar de alto desempenho permite até mesmo a geração de energia durante à noite. A tecnologia foi desenvolvida por meio de uma parceria entre japoneses e chineses. O segredo para esse verdadeiro “milagre” foi uma aposta em um alto incremento de desempenho dos painéis solares.

Quando se trata de inovação tecnológica, sabemos que os japoneses e chineses sempre estão um passo à frente do resto do mundo. Quando o assunto é, então, a tecnologia solar fotovoltaica, por ambos serem grandes adeptos e difusores, esta é tema de diversas pesquisas acadêmicas e científicas.

Todos estes estudos são feitos com o intuito de melhorar a tecnologia, afim de criar um painel solar de alto desempenho, aumentando a já grande geração de energia que eles entregam aos consumidores do mundo todo.

Agora, com a recente divulgação de duas dessas pesquisas, esse painel solar de alto desempenho está ainda mais perto do nosso alcance.

Energia Solar mesmo durante à noite 

É fato conhecido, e bem óbvio, que os painéis solares atuais só geram energia elétrica durante o dia, pois a luz do sol é o combustível para a sua geração elétrica. Portanto, esta é diretamente proporcional a primeira. Com isso, em dias chuvosos ou com baixa luminosidade, os módulos fotovoltaicos geram menos energia. 

Porém, uma nova pesquisa desenvolvida por um time de cientistas de duas universidades chinesas, e divulgada em revistas científicas americanas e europeias, promete acabar com essa limitação.

Eles desenvolveram um painel solar de alto desempenho com maior eficiência na conversão da luz em energia. É o que explica Tang Qunwei, da Universidade Oceânica da China, uma das responsáveis do projeto.

“O objetivo é elevar a eficiência de conversão da luz direta até que volte a ter mais, gerando energia suficiente em condições de pouca luminosidade, tais como chuva, nevoeiro, bruma ou na noite”.

Yang Peizhi, professor da Universidade Pedagógica de Yunnan, coordena a outra equipe responsável pelo desenvolvimento do painel solar de alto desempenho, que vem sendo considerado como uma “revolução fotovoltaica” pela imprensa oficial do país.

Utilizando um novo material chamado de Long Persistent Phosphor, ou LPP (fósforo de longa persistência, em inglês), essas placas fotovoltaicas são capazes de armazenar a energia da luz solar durante o dia para ser utilizada a noite, de acordo com o professor Tang.

“Só a luz parcialmente visível pode ser absorvida e transformada em eletricidade, mas o LPP pode armazenar energia solar a partir de luz não absorvida e perto da infravermelha, permitindo a geração de energia contínua de dia e de noite”.

Uma questão não apresentada, porém, é quanto dessa energia pode ser armazenada e por quanto tempo?

Painel solar de alto desempenho quebra recorde de eficiência

A eficiência de um módulo fotovoltaico (painel solar) consiste na quantidade de luz que ele consegue converter em energia elétrica. Os módulos atualmente em comercialização no mercado atingem níveis dessa eficiência entre 16% a 18%. Agora, no entanto, pesquisadores japoneses conseguiram atingir um novo recorde de eficiência para painéis solares produzidos em massa, 26,6%.

Esse novo recorde foi conquistado pela equipe da empresa japonesa Kaneko, a qual disse: “Melhorar a eficiência de fotoconversão de células solares de silício é crucial para promover a implantação de eletricidade renovável. Este resultado confirma o forte potencial dos painéis fotovoltaicos de silício”.

A técnica utilizada para desenvolver este painel solar de alto desempenho, a qual já havia sido utilizada em outras pesquisas, consiste na inserção de camadas de silício dentro de células (fotovoltaicas) individuais, minimizando as chamadas “bandas proibidas”, nas quais os elétrons não podem existir e a luz solar é inutilizada.

Porém, foram os pesquisadores da Kaneko que conseguiram melhorar a técnica e atingir esse nível de eficiência histórico, otimizando a configuração e dispondo elétrons de baixa resistência na parte traseira das células, a qual não recebe incidência de luz, dessa forma maximizando o número de fótons que poderiam ser coletados na frente.

Além disso, através da implantação de silício amorfo e camadas anti-reflexo na parte frontal do módulo, a equipe conseguiu proteger os componentes celulares e reduzir a quantidade de luz que é desperdiçada, tonando mais eficiente essa coleta de fótons.

Os painéis solares de silício cristalinos, como os utilizados na pesquisa, se tornaram o padrão da indústria solar mundial, graças aos seus custos relativamente baixos e viabilidade.

Na medida em que a equipe agora caminha para tornar a técnica (alcançada apenas em laboratório) viável para a produção em massa, é possível sonharmos com painéis solares residenciais que irão gerar ainda mais energia para os consumidores.  

Fonte de informação: Exame – Fonte   HypeScience – Fonte

 

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Analista de Marketing
Redator e Tradutor