Retorno do Investimento em Energia Solar: 5 Variáveis Essenciais que Você Deve Saber

Uma das principais dúvidas de nossos clientes é se o investimento em energia solar faz sentido, se a conta “fecha”, ou seja, se o retorno do investimento em energia solar é atrativo.

Faz sentido investir em energia solar?

A resposta para essa pergunta pode ser dada de forma simples: sim, para a maioria dos clientes de energia elétrica no Brasil, a energia solar fotovoltaica é altamente viável financeiramente!

Nesse artigo, enumero as 5 principais variáveis que afetam o retorno financeiro sobre o investimento em energia solar.

Abordamos valores reais para mostrar o quanto vale a pena investir em um sistema fotovoltaico.

#1 – A Tarifa de Energia

A tarifa de energia é a variável mais importante quando se trata de analisar o retorno do investimento em energia solar fotovoltaica.

Fato é que, quanto maior a tarifa, mais viável financeiramente é a instalação de energia solar, pois a energia que você produz se traduz em uma economia financeira maior.

Tarifas de energia são medidas em R$/kWh, e variam conforme:

– A Distribuidora de Energia Local;

– O Tipo De Cliente (Grupo A ou B e suas variações);

– A Bandeira Tarifária vigente no período de apuração (que discutiremos mais à frente).

Se você é um cliente do Grupo B, no qual se enquadram os consumidores de energia em Baixa Tensão, com certeza sua tarifa é bastante alta e você tende a possuir maior viabilidade financeira para instalar um sistema de energia solar.

São clientes do Grupo B:

– TODAS AS RESIDÊNCIAS (B1);

– COMÉRCIOS DE PEQUENO E MÉDIO PORTE (B3);

–  Outros diversos (Governo, Iluminação, Rural)

Os dois primeiros grupos são os que possuem maior viabilidade financeira para a instalação de um sistema solar.

Para descobrir quanto paga de tarifa (R$/kWh) e a qual grupo pertence basta apenas olhar com atenção a sua conta de luz.

Seguem alguns exemplos:

 

 

 

Ambas as tarifas demonstradas acima são fortemente viáveis para a instalação de um sistema fotovoltaico.

Abaixo, demonstramos em uma tabela a diferença entre uma tarifa de R$ 0,58/kWh (RGE), outra de R$ 0,78/kWh (CPFL) e outra de R$ 0,92/kWh (CEMIG).

Note a diferença no tempo de Payback (que é o prazo de amortização do sistema fotovoltaico, ou seja, o tempo total de retorno do investimento em energia solar):

Note que, quanto MAIOR é a Tarifa de Energia, MENOR é o Payback, ou seja, menos tempo leva para o investimento se pagar.

No caso da tarifa da CPFL (R$ 0,78 kWh), o investimento se paga em 4 anos, o que gera para esse cliente uma economia de 21 anos de energia. Enquanto, no caso da conta da CEMIG (R$ 0,92/kWh), o investimento se paga em 3 anos!

Utilizamos nessa simulação as premissas de custo de um sistema Residencial, com um investimento de R$ 25 mil em um sistema de 5,4 kWp, com 1.600 Horas de Sol Pico no Ano (já retiradas as perdas), duração dos Painéis de 25 anos (podem durar mais que isso) e Inflação Energética de 8% ao ano.

Essas variáveis podem ser ainda melhores em outros contextos, como citarei nos próximos itens abaixo.

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#2 – A variável da alta da Energia (Inflação Energética)

Além da Tarifa, há uma variável que é diretamente ligada a ela, e fundamental para o cálculo do retorno do investimento em energia solar fotovoltaica, que é a INFLAÇÃO ENERGÉTICA.

A inflação energética nada mais é do que a variação da Tarifa de Energia.

Instalar um sistema solar fotovoltaico em sua empresa ou residência é um seguro contra inflação energética!

Isso porque, a partir do momento em que você gera a sua própria energia, não importa mais que essa tarifa energética suba, nada se altera na parcela da conta de luz que você gera!

Quando você não gera a sua própria energia, fica sujeito aos aumentos imprevistos impostos pelo governo, conforme explicam as reportagens:

Conta de luz pode aumentar até 8% em 2021 (Folha de S. Paulo)

Distribuidoras que fazem reajustes no primeiro semestre devem ter as maiores altas, segundo a Anace (associação de grandes consumidores de energia que reúne empresas como Cargill, Duratex e Atacadão). Estudo realizado pela entidade prevê aumentos entre 3% e 8% nas tarifas de todos os consumidores em 2021, inclusive os residenciais.

As projeções de preços variam de acordo com a distribuidora e o semestre de cálculo. As concessionárias que fazem reajustes no primeiro semestre devem ter as maiores altas, de 7% a 8%, porque o prejuízo da pandemia não foi contemplado nas contas do início do ano de 2020.

Fonte

Conta de luz ficará mais cara em 2021 (Estadão)

Uma das contas essenciais que os brasileiros sofrerão será a de energia elétrica. Segundo a ANEEL, a tarifa de transmissão de energia para o ciclo 2020-2021 é de 26,6% – isso significa que haverá um acréscimo de cerca de 3,9% na conta dos brasileiros já nos primeiros meses do ano de 2021.

Fonte

Outro fator que deve acarretar ainda mais para o aumento das contas de luz é a atual situação dos reservatórios das hidrelétricas no país. O Jornal Nacional divulgou que uma pesquisa realizada pelo Cemaden (Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), mostrou que, até o fim de fevereiro de 2021, a quantidade de chuvas não deve ser suficiente para aumentar o nível dos reservatórios. (Fonte)

Além disso, ainda existem os subsídios que tornam as contas ainda mais caras:

Subsídios embutidos na conta de luz devem atingir R$ 24,1 bi em 2021, calcula Aneel (Estadão)

O total de subsídios embutidos na conta de luz dos consumidores deve atingir R$ 24,101 bilhões no ano de 2021, um crescimento de 10% em relação a 2020, quando a conta atingiu R$ 21,912 bilhões. Os números são da ANEEL.

Para permitir que alguns grupos recebam descontos, os usuários pagam um valor a mais em suas tarifas de energia.

Fonte

Luz Vai Subir por 8 anos (O Globo)

O aumento nas tarifas de energia, que se iniciou em meados de 2017 em todo o Brasil e continuará pelos próximos cinco anos, poderá atingir a média de até 27% em algumas regiões do país.

Isso porque foi decidido que os consumidores arquem com a dívida do governo para as distribuidoras de energia, estimada em R$ 59,6 bilhões.

Essa enorme dívida, que impacta fortemente as tarifas energéticas de todo o país, surgiu no governo de Dilma Roussef, a qual, em 2013, anunciou uma redução de 20% nas contas de energia dos brasileiros através de sua obra de desestruturação do setor elétrico, executada por ministros do PMDB.

Mesmo sabendo que o custo real de geração estava defasado, o plano foi lançado, elevando o consumo energético dos brasileiros e produzindo um rombo no caixa das distribuidoras, o que levou os ministros da Energia e da Fazenda a criarem um fundo de R$ 60 bilhões no BNDES para socorro das concessionárias.

Após 4 anos, o governo e a ANEEL chegaram a um resultado do valor: R$ 24 bilhões como reparação, mais R$ 35 bilhões em juros pelo triênio em que a conta ficou pendurada.

Agora, em meio ao jogo político de interesses entre os partidos, a conta final do rombo criado no setor elétrico brasileiro já beira os R$ 200 bilhões, o que irá fazer com que a conta de luz dos brasileiros fique altas por vários anos, aumentando o retorno do investimento em energia solar.

Fonte

 A) Bandeiras Tarifárias

As Bandeiras Tarifárias foram instituídas para entrar em vigor quando há um evento que aumente o custo da energia gerada no país como, por exemplo, escassez de água nos reservatórios, o que gera a necessidade de serem ligadas usinas termelétricas com custos altíssimos.

Quando a Bandeira está Verde o valor da tarifa é menor, quando está Vermelha o valor é bem maior.

Desde que o sistema de bandeiras tarifárias foi implantado, em 2015, os brasileiros já arcaram com 48 meses (dos 72 decorridos) de cobranças adicionais em suas faturas.

Além disso, desde junho de 2019, passaram a vigorar os novos valores das bandeiras aprovados pela Aneel, que tiveram aumento de até 50% em seu valor.


O gráfico abaixo demonstra uma comparação entre dois casos, com as exatas mesmas variáveis de custos, tarifa e geração.

A única diferença é que, na tabela da esquerda considera-se que não haja inflação ao longo dos anos, e no da direita a inflação energética seja de 8% ao ano.

Note que o período de Payback na tabela da esquerda é 1 ano mais alto e o TIR (Taxa Interna de Retorno) é quase 10% mais baixa que no gráfico da direita:

 

#3 – A variável do Custo de Oportunidade – Comparando o retorno do investimento em Energia Solar aos ativos do Mercado Financeiro

Gosto de explicar o conceito de custo de oportunidade com o ditado que diz que “Cada escolha é uma renúncia”.

Toda vez que investimos em algo temos que analisar quais as outras opções que teríamos, a opção mais inteligente é sempre investir na opção que pelo mesmo risco oferece um retorno maior.

O investimento em energia solar pode definitivamente ser comparado a ativos do mercado financeiro, dado que envolve um dispêndio de capital que retorna ao longo dos anos, no caso do solar, pelo menos 25 anos ou mais.

Portanto, é possível calcular a taxa de retorno do investimento em energia solar e compará-lo a outros, desde que sempre comparemos com um ativo financeiro com risco comparável.

Dessa forma optamos por comparar:

  • Tesouro Direto Prefixado 2031 LTN (Letra do Tesouro Nacional) = Taxa 7,36% ao ano
  • Sistema Solar FV – Tarifa de R$ 0,85 em região com 1.600 kWh/kWp de geração, já descontadas as perdas com Inflação Energética de 8% ao ano nos primeiros 4 anos e 6% ao ano nos outros 21 anos

Os retornos sobre os investimentos são apresentados abaixo:

* Utilizamos a tabela do Imposto Regressiva para a LTN (22,5% do rendimento no primeiro ano, 17,5% no segundo e 15% após o 3º ano)

Note que o retorno da LTN em nenhum ano é maior que o retorno do investimento em energia solar.

Além disso, o retorno acumulado ao longo dos 25 anos é muito maior (R$ 525 mil para a solar, versus R$ 156 mil para LTN)

É importante também notar que apesar da tendência da curva ser ascendente do CDI futuro, divulgado em 27/01/2020 pelo BTG Pactual, a projeção para os próximos anos não chega nem perto do que já esteve (historicamente) em anos anteriores a 2020:

 

#4 – As variáveis Técnicas

Tamanho do Sistema (Potência)

Quanto maior um sistema fotovoltaico, menor é o seu custo por Watt. Exemplifico:

– Sistema Residencial: R$ 25.000 para 5,4 kWp, se dividirmos R$ 25 mil por 5,4 kWp teremos um custo de R$ 4.629 por kWp

– Sistema Comercial: R$ 250.000 para 67 kWp, se dividirmos R$ 250 mil por 67 kWp teremos um custo de R$ 3.731 por kWp (20% mais baixo que o residencial)

Isso é importante, pois os sistemas de Pessoas Jurídicas tendem a possuir um retorno do investimento em energia solar ainda maior que o de Residências se a tarifa for a mesma!

Isso ocorre porque há ganho de escala, como no custo dos inversores, da mão de obra e do projeto, que se diluem mais com sistemas de maior porte.

Solarimetria

Há uma variação de disponibilidade solar, de região para região. No Brasil, em média, a disponibilidade de radiação é bem alta, porém, o raio do menor para o maior pode ir de 1.300 HSP até 2.200 HSP (Horas de Sol Pico).

Essa quantidade de radiação interfere diretamente na geração de energia ao longo do ano, o que gera uma variação no retorno do investimento em energia solar. Para saber exatamente a disponibilidade de sua cidade consulte-nos.

Área de Telhado

É importante que haja uma área mínima de telhado para a instalação de um sistema fotovoltaico, em sua empresa ou residência. De forma simples, normalmente:

– Sistemas Residenciais: Medem de 10 m2 (1,5 kWp) até 80 m2 (12 kWp) mas há sistemas maiores em casos especiais;

– Sistemas Comerciais: Para pessoas jurídicas normalmente os sistemas medem de 40 metros quadrados (6kWp) até milhares de metros quadrados dependendo do volume de energia que se busca gerar.

Orientação Geográfica

A orientação dos sistemas é algo importante também. Idealmente, dado que estamos no hemisfério sul do planeta, os sistemas devem ficar orientados ao norte, de 10 graus até cerca de 26 graus de inclinação ao Norte.

Sistemas a Leste ou a Oeste são possíveis também. É importante consultar a Blue Sol para estimativas mais exatas e corretas.

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#5 – A Variável do Ganho Patrimonial 

É impossível falar sobre retorno do investimento em energia solar e não se falar no ganho patrimonial gerado por ele.

Uma pesquisa criada pelo Lawrence Berkeley Lab, divulgada no jornal New York Times, pesquisou 23 mil imóveis em 8 estados americanos, e demonstrou que todos os clientes que adquiriram um sistema solar fotovoltaico de 3,6 kWp viram seus imóveis sofrerem uma valorização de pelo menos US$ 15 mil em seu valor de mercado, perante imóveis similares que não possuíam energia solar.

Ou seja, além de todo retorno financeiro gerado com a economia de energia, há ainda um ganho patrimonial significativo no valor do imóvel, que paga com folga o custo do sistema fotovoltaico.

É muito fácil perceber o quanto isso é forte; imagine se você fosse buscar um novo imóvel e houvesse dois iguais, um com energia solar e outro sem, qual você escolheria?

Acesse a reportagem, em inglês, do New York Times aqui

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