Senado Aprova US$750 Milhões Para Financiar Energias Renováveis

Senado Aprova US$750 Milhões Para Financiar Energias Renováveis
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Na semana passada, dia 12 de julho de 2017, o Plenário do Senado aprovou o projeto de resolução 25/2017, de autoria da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que autoriza a operação de crédito externo, no total de US$750 milhões, destinados ao Programa de Financiamento para Energia Sustentável.

O montante será direcionado ao financiamento de micro, pequenas e médias empresas para desenvolverem projetos sustentáveis e inovadores nas áreas de energias renováveis e eficiência energética, o que irá contribuir para a geração de emprego e sustentabilidade no Brasil.

O programa de financiamento para energia renovável possui âmbito federal e as operações de crédito são contratadas através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com o BNDES, esse novo fundo poderá ser usado por um período de 10 anos dentro do programa de financiamento, criado pelo banco no fim de 2016 e que, de acordo com o anúncio feito na época, visa aumentar a participação das fontes solar, eólica e biomassa na matriz energética do país.

Após a aprovação, o projeto de resolução seguiu para promulgação e, no dia 14, foi transformada em norma jurídica pela Secretaria de Expediente.

Novas Condições Impulsionam Energia Solar

No fim de 2016, a diretoria do BNDES aprovou novas condições para esses financiamentos destinados ao setor elétrico, as quais foram estabelecidas de acordo com as estratégias do banco para o setor, feitas em conjunto com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

As principais alterações se dão em relação ao tamanho da participação do banco no valor financiado para projetos, feitos através de Taxas de Juros de Longo Prazo (TJLP), sendo que, para a fonte solar, o banco passou a financiar até 80% do valor, ao invés dos 70% anteriores.

De acordo com o banco, essa priorização da energia solar se deve ao fato de se tratar de uma tecnologia ainda incipiente em nosso país, a qual necessita de incentivo para alcançar uma economia de escala e, assim, ganhar competitividade com as outras fontes já mais disseminadas no país.

Focada fortemente na sustentabilidade, as novas condições ainda cessam os investimentos em projetos de termelétricas movidas por carvão e óleo combustível, diminuem a participação para projetos de hidrelétricas, de 70% para 50%, e mantém sua participação para projetos de eficiência energética (80%) e de usinas por outras fontes renováveis, como eólica e biomassa, que é de 70%.

 

Fonte de Informação:  PV Magazine – Fonte   BNDES – Fonte

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Analista de Marketing
Redator e Tradutor