Energia Solar Distribuída No Brasil 2019: Queda de Preços, Crescimento e Novas Tecnologias

Energia Solar Distribuída No Brasil 2019: Queda de Preços, Crescimento e Novas Tecnologias
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A forte popularização da energia solar no Brasil puxou em 8,9% a redução do custo médio da tecnologia para o consumidor final, sendo 4% nos kits solares e 16% na mão de obra de serviço.

Estes são os dados apresentados no último estudo estratégico do mercado fotovoltaico de geração distribuída, elaborado e divulgado pela empresa de pesquisa Greener.

Foram aproximados 1,26 Gigawatt (GW) de capacidade em módulo fotovoltaico importado no Brasil somente no primeiro semestre deste ano, aumento de 24% em relação ao mesmo período de 2018.

Mas, isso nem chega perto do crescimento apresentado nas importações de inversores interativos, que nos primeiros seis meses de 2019 superou em 154% o volume do mesmo período do ano passado.

A Greener ressalta, no entanto, que essa larga diferença se deve ao fato de que no ano passado os inversores destinados às grandes usinas solares eram fabricados no Brasil.

E não só a quantidade de equipamentos foi destaque, mas, também, a variedade de tipos e tecnologias apresentadas no mercado.

O estudo mostrou que a tecnologia de módulos fotovoltaicos PERC, que apresenta algumas vantagens em relação aos módulos convencionais, representou 25% da importação de placas no segundo trimestre de 2019.

Outras tecnologias de módulos sendo introduzidas no país são os Half-Cell (meia-célula), que apresentam menor perda por sombreamento, os Bifaciais, que captam energia de ambos os lados e os de filme fino, que podem ser maleáveis.

Tiveram também as tecnologias destinas as novas aplicações, como as telhas solares (não ainda o modelo da telha solar da Tesla) e o vidro solar, que permite a geração de energia em janelas, por exemplo.

Entretanto, uma vez que essas tecnologias apresentam preço elevado ou menor eficiência de geração, as tradicionais placas fotovoltaicas de silício ainda são a melhor opção para as instalações residenciais e comerciais.

Juntas, elas representam 77,9% do total, seguidas pelas instalações industriais, rurais e, em menor proporção, os sistemas instalados em poder e serviço público.

Foram ao todo 689 empresas de energia solar entrevistadas pela Greener, estando a maioria delas (46,3%) localizada na região sudeste.