Mais Solar do Que Nuclear: Geração Fotovoltaica Ultrapassa a da Radiação Na Matriz Elétrica Brasileira

Mais Solar do Que Nuclear: Geração Fotovoltaica Ultrapassa a da Radiação Na Matriz Elétrica Brasileira
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2 anos. Esse foi o prazo que a energia solar levou para substituir a nuclear na matriz elétrica nacional e conquistar a 7ª posição nas maiores geradoras de energia.

Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e mostram que a tecnologia solar fotovoltaica atingiu 2.056 Megawatts (MW) de capacidade operacional instalada em geração centralizada no Brasil.

Isso equivale a 1,2% de participação no total de energia gerada no país e supera os 1.990 megawatts de energia nuclear provenientes das usinas Angra I e II, instaladas no Rio de Janeiro.

São, atualmente, 73 usinas solares em operação no país injetando a sua energia limpa, renovável e sustentável ao Sistema Interligado Nacional (SIN), sendo que os primeiros projetos foram contratados apenas em 2014 e instalados em 2017.

Segundo o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, “Desde o primeiro leilão federal realizado em 2014, o setor solar fotovoltaico trouxe ao Brasil mais de R$ 10 bilhões em novos investimentos privados e dezenas de milhares de empregos locais de qualidade. O Brasil tem um dos melhores recursos solares do mundo e estamos apenas começando a aproveitá-lo”.

Os projetos, que contam com centenas de milhares de placas fotovoltaicas, estão localizados por 9 estados do Brasil, situados nas regiões Sudeste, Norte e, principalmente, Nordeste.

Entre os estados com maior número de centrais solares instaladas, destacam-se a Bahia, Minas Gerais e Piauí, este último inclusive abrigando a maior usina solar do Brasil, Nova Olinda, com potência instalada de 290 MW.

A popularização da fotovoltaica tem feito com que os preços de sua tecnologia apresentem quedas consecutivas a cada ano e que já a tornam a segunda fonte renovável mais barata do Brasil, segundo Sauaia.

No leilão de energia nova A-4, de 2017, a solar fotovoltaica atingiu um novo patamar de competitividade, ofertando energia elétrica a preços médios inferiores aos praticados por outras renováveis, como a biomassa e as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

A fonte agora se prepara para os seis novos leilões já anunciados pelo Governo Federal e que serão realizados nos próximos três pelo Ministério de Minas e Energia.

A ABSOLAR acredita que os preços competitivos deverão fazer com que a fotovoltaica alcance cada vez mais destaque na matriz elétrica brasileira.