Startup de Energia Solar Criada por Crowdfunding Impulsiona a Tecnologia

Startup de Energia Solar Criada por Crowdfunding Impulsiona a Tecnologia
Startup de Energia Solar Criada por Crowdfunding Impulsiona a Tecnologia
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Começou como uma startup de energia solar criada a partir de um financiamento coletivo, conhecido como “crowdfunding”, e a ideia de ajudar novas empresas de energia solar a enfrentar os desafios comerciais difíceis de superar por conta própria.

Agora, 4 anos depois, a ideia se transformou em um grupo chamado Powerhouse e, notavelmente, em um mundo abarrotado de startups tecnológicas, é uma das únicas incubadoras no mercado focada em lançar e promover empresas de energia solar.

A startup de energia solar oferece um programa de incubação e aceleração. Um acelerador, geralmente, oferece uma pequena quantia de financiamento, além de prover espaços comerciais grátis ou à baixo custo e oportunidades de networking com investidores e clientes, para aquelas novas empresas que estão ainda desenvolvendo suas tecnologias e planos de negócio.

Desde que foi lançada, a Powerhouse já investiu, coletivamente, centenas de milhares de dólares em 15 startups e, nesse verão americano, pretende dar as boas-vindas para novos empreendedores ao programa.

A divisão de incubadora do grupo aluga espaços comerciais para as startups de energia solar mais estabelecidas, em seu prédio de três andares no centro da cidade de Oakland, na Califórnia. Algumas vezes, após graduarem no processo de aceleração, essas empresas passam a pagar pelo espaço. O grupo já abriga, agora, 15 dessas empresas e cerca de 100 pessoas entre esses dois grupos.

O seu objetivo é simples. A organização deseja desempenhar um papel único em fomentar uma nova onda de inovação tecnológica no mercado de energia solar. Muitas das empresas pertences ao grupo estão utilizando softwares, dados e a internet para baratear e simplificar os processos de venda e dimensionamento dos sistemas fotovoltaicos.

Elas se beneficiam dos aconselhamentos e oportunidades de networking oferecidos pela startup de energia solar para levantar o capital, localizar seu público e sair, através de uma oferta pública inicial ou por aquisição de terceiros.

“A Powerhouse nos deu tamanha validação e credibilidade no começo, quando não tínhamos muito a mostrar. Era o suficiente para as pessoas acreditarem em nós” disse Elena Lucas, co-fundadora e CEO da empresa UtilityAPI, uma startup de dados de energia.

Uma onda anterior de startups de energia solar foi dominada por empresas que experimentaram com diferentes materiais e designs para células e módulos fotovoltaicos. Muitas dessas empresas falharam em alcançar as performances técnicas almejadas de seus equipamentos, apesar das grandes quantias aplicadas por investidores de risco da Bay Area.

Conforme os preços dos painéis solares caíram drasticamente nos últimos anos, a nova geração de empreendedores e startups de energia solar estão se voltando para outros empecilhos do setor, como encurtar o tempo para aquisição das permissões ou afiando os discursos de venda para os consumidores.

No entanto, os desafios continuam existindo para as startups de energia solar. Grande corporações e empresas, que são potenciais investidores ou clientes, geralmente não possuem experiência para trabalhar com novas empresas de energias renováveis. Nesse meio tempo, o financiamento do governo dos EUA para inovações em energia é mínimo, particularmente com a ameaça de cortes de orçamentos federais e uma falta de suporte para energia limpa por parte da casa branca.

Porém, conforme a energia solar fica mais barata, ela vem atraindo investimentos públicos e privados, evidenciados pelos U$116 bilhões apostados em projetos, empresas e tecnologias solares em 2016, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance.

“A missão final da Powerhuse é fazer da energia solar a fonte de de energia mais acessível do mundo” disse a sua co-fundadora, Emily Kirsch.

Sentada sobre um puff em um canto do sétimo andar da sede da Powerhouse, Kirsch diz que, apesar do crescimento e sucesso das incubadoras técnicas de estilo Vale do Silício, como a Y Combinator e a Techstars, nenhuma outra tentou efetuar o mesmo alvo no setor solar: “Nós somos a única, por enquanto”. O modelo de negócio do grupo está apresentando algum sucesso, pelo menos em uma escala pequena, embora ainda esteja em seus primeiros dias.

A startup de energia solar pega uma pequena participação do capital das empresas que entram no seu programa de aceleração, e fazem dinheiro quando estas são compradas ou viram públicas. Atualmente, a Powerhouse obtém a maior parte do seu fundo de investimento a partir de uma combinação de subsídios, patrocinadores corporativos, como a SolarCity e a SunPower, e dos aluguéis de seus espaços comerciais. Ela ainda considera levantar capital através de investidores-anjos, para que assim possa investir em ainda mais empresas.

Nenhuma das empresas do grupo se tornaram públicas ou foram compradas ainda, porém algumas delas já atraíram investimentos desde que passaram pelo programa de aceleração, e aumentaram seu valor no processo. Kirsch diz que as melhores empresas no programa de aceleração viram seu valor aumentar em até 40 vezes.

Quatro das startups de energia solar no seu programa de incubação já foram compradas até agora, disse Kirsch, embora o grupo não possua uma parte nessas. Mas as suas saídas ajudam a Powerhouse a criar uma boa reputação entre empreendedores e investidores.

Fonte de Informação: The Guardian – Fonte

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Analista de Marketing
Redator e Tradutor