Justiça Eleitoral de Mato Grosso inaugura maior usina fotovoltaica pública do Estado

Diante do possível congelamento de gastos públicos e a fim de aderir a medidas sustentáveis, o Tribunal Regional do Mato Grosso implantou a usina elétrica movida a energia solar.

O sistema, que já funciona desde o dia 14 de fevereiro, foi inaugurado no dia 5 de março, sendo a maior usina fotovoltaica pública do estado.

Mato grosso é o 5° colocado no Brasil na produção de energia solar distribuída, sendo hoje mais de 9 mil sistemas instalados, a maioria com uso de painel solar residencial.

O presidente do tribunal regional de Mato Grosso, Gilberto Giraldelli, estava presente na inauguração e evidenciou os benefícios do novo projeto:

Esse empreendimento dará um retorno, não só do ponto de vista econômico e orçamentário, mas ambiental. Quando assumi a presidência do TRE, destaquei para todos os servidores e demais colaboradores a importância de fazermos mais com menos, de sermos criativos e de buscar mecanismos para reduzir custos. Temos que partir para inovações e é fantástico quando se consegue aliar a redução de custos, com a preservação do meio ambiente. Esse é o caminho que tem que ser trilhado pelos órgãos públicos e pela iniciativa privada, os quais devem fazer uso de energias renováveis, limpas e baratas. Nosso estado tem um grande potencial para produção dessa fonte de energia e isso não pode ser ignorado”.

Com a previsão de reduzir R$1,2 milhão dos gastos anuais, o projeto pode fazer com que os custos passem de R$ 1,6 milhão para R$400 mil, correspondendo a uma economia de 75% nas despesas anuais de energia.

Foram investidos R$5,3 milhões na instalação do projeto e, de acordo com o diretor geral do TRE, Mauro Sérgio Diogo, o investimento será recuperado em no máximo 5 anos ou, até antes, se for considerada a inflação anual aplicadas as tarifas energéticas, que geralmente são maiores do que a inflação convencional aplicada aos consumidores.

Considerando a vida útil de uma usina, que são mais de 25 anos, o sistema proporcionará 20 anos de lucro, gerando a economia de cerca de R$ 24 milhões.

Com resultados notáveis já no primeiro mês, o TRE que desembolsava cerca de R$ 135 mil mensais com energia elétrica, teve as despesas calculadas em R$ 33 mil no mês de fevereiro, já inclusos os percentuais não contemplados pela produção própria e impostos.

A medida não reflete apenas na redução de gastos, mas também na preservação do meio ambiente, salvando cerca de 82,5 hectares de árvores.

O projeto fotovoltaico completo da Justiça Eleitoral do MT contempla a miniusina do TRE, com 3.226 placas solares, e outras oito microusinas instaladas em zonas eleitorais do interior do estado.